quinta-feira, 10 de março de 2011

Cai o Ultimo Invicto

Demorou mais não resta nenhum clube no paulista deste ano sem derrotas. A ultima equipe que tinha zero resultados negativos na tabela era o Corinthians, mas tinha, pois foi derrotado pelo bom time da Ponte Preta, melhor equipe em relação a aproveitamento fora de casa, com 83% dos pontos.

Homenagem da Torcida ao novo xodó do time

A partida foi realizada no Pacaembu na noite de ontem, sem chuva, por incrível que pareça. O time de Campinas veio para se defender e foi o que fez durante quase toda a partida, aproveitando as chances de contra ataque, que não foram muitas. Porém, na única chance clara de gol não bobeou e abriu o marcador com Éverton Santos, ex-jogador do Corinthians no ano do descenso a série B.


Não foi uma má partida do time da capital paulista, o problema é que não conseguiu converter suas chances reais em gols, pecando no arremate. Apesar do mau resultado o time do Parque São Jorge se mantem líder, por apenas um gol a mais de saldo que o Santos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Arthur Stabile Entrevista Maurício Noriega

Boa tarde Maurício. Gostaria de agradecer a sua atenção e por me ceder o privilégio de entrevistá-lo, além de dizer que sou fã do seu trabalho e o considero um dos melhores comentaristas do Brasil.

Comentarista Maurício Noriega (dir.), ao lado
do narrador Milton Leite
Arthur Stabile: Como você descobriu o dom para o jornalismo?
Maurício Noriega: Difícil precisar. Talvez tenha sido muito cedo, quando despertei para a leitura, ou mesmo quando comecei a acompanhar o meu pai, Luiz Noriega, nas transmissões de eventos esportivos e nos programas que ele apresentava. Mas gostei mesmo quando comecei a fazer reportagens no meu primeiro emprego em jornal, na Folha da Tarde. 
AS: A sua formação na faculdade Cásper Líbero contribuiu muito para seu sucesso profissional?
MN: As faculdades melhoraram muito desde que me formei, hoje a estrutura é muito boa, principalmente em termos de laboratórios. Foi uma boa formação, embora eu tenha considerado insuficiente naquele período. Felizmente, comecei a trabalhar muito cedo e posso dizer que fiz duas faculdades, a de fato e a do trabalho no jornal.
AS: Como foi o seu início de carreira?
MN: Meu primeiro trabalho como jornalista foi na assessoria de imprensa da Federação Paulista de Basquete. Depois pintou uma chance para ser redator na Folha da Tarde, primeiro na área geral, depois na internacional. Eu comecei, então, a ajudar o esporte aos finais de semana e fui ficando. Foi um tempo bom, de muito aprendizado e de batalha, algum sacrifício, mas foi um período muito compensador em termos profissionais.
AS: Foi tranquilo ingressar na profissão?
MN: O mercado é pequeno, então é preciso aproveitar qualquer oportunidade que apareça e começar a trabalhar. Ninguém começa a carreira apresentando o Jornal Nacional. Meu pai, por ser jornalista, conhecia muita gente, mas eu fiz questão de não começar no esporte para evitar certo tipo de comentário. A dica é essa: apareceu uma chance, agarre. 
AS: Você já trabalhou em rádio, em televisão e em sites. Tem a preferência por algum dos meios? E qual as diferenças cruciais entre eles?
MN: Hoje estou na TV e gosto muito, estou perfeitamente adaptado. Mas adoro escrever, não consigo parar, tenho uma coluna semanal no jornal Diário de São Paulo. E acho a Internet fascinante.
AS: Foi fácil se acostumar com o ramo televisivo?
MN: Acho que eu já tinha alguma coisa dentro de mim sobre a TV por ter convivido tanto nesse ambiente, desde muito cedo, acompanhando meu pai na TV Cultura. Acho que o jornal dá uma boa base para quem chega à TV, mas é preciso se adaptar à linguagem e às questões técnicas. A TV depende muito mais de um trabalho de equipe, de muita gente junta, de som, luz, coordenação, é mais trabalhosa.  
AS: Tem alguma diferença de comentar em televisão aberta e em canal a cabo?
MN: O tempo na TV fechada é maior, você pode se estender um pouco mais nas transmissões e programas. Na TV aberta a ditadura do tempo é cruel, a linguagem é mais curta, direta.
AS: Ganhou o prêmio Ford/Aceesp de melhor comentarista esportivo por quatro vezes (2005, 2006, 2007 e 2010). Quando se ganha um premio tão importante, a pressão para se trabalhar é maior? 
MN: Não vejo como pressão, mas sim como reconhecimento a um trabalho. Todo mundo gosta de ganhar prêmio, mas nada mais é do que isso, um reconhecimento ao seu trabalho. Se alguém ganha prêmio e acha que por isso é melhor do que os outros, está no caminho errado. Tem muita gente boa e séria na minha área. 
AS: Quando jovem pensava em ter uma carreira esportiva tão longa?
MN: Várias vezes tive vontade de mudar de área, para poder ficar mais tempo com a família, viajar menos, ter uma vida menos corrida. Mas quando se faz o que a gente gosta o que é o meu caso, a gente não vê o tempo passar.
AS: Qual a sua opinião sobre a ‘invasão’ dos ex-craques no jornalismo esportivo brasileiro? E trabalhar com ex-jogadores é muito diferente de jornalistas formados
MN: Acho que quem deve responder isso é o telespectador. Há bons comentaristas jogadores e bons comentaristas jornalistas, cada um no seu estilo. Trabalhei com jogadores e jornalistas e nunca tive problema, acho que cada um tem a sua parcela de colaboração e pode ajudar o telespectador e avaliar o jogo.
AS: Agora uma pergunta um tanto complicada. Qual empresa que trabalhou você define como a melhor para se trabalhar e qual a mais desenvolvida na área da comunicação? 
MN: Trabalhei em muitas empresas, de vários tamanhos, idades, histórias. Gostei demais de trabalhar no Diário Popular, na Gazeta Esportiva, tive uma maravilhosa experiência na Internet, no site SportsJá!, e é uma honra trabalhara em uma empresa com o tamanho e a seriedade da Rede Globo, que é uma referência mundial.
AS: Tem o desejo de voltar a alguma delas?
MN: Adoraria ver de volta a Gazeta Esportiva, que hoje só existe na Internet. Foi o grande jornal esportivo do Brasil e até hoje não existe nada que seja parecido com o que foi a Gazeta em termos de importância histórica e prestígio no seu tempo áureo. 
AS: Sua profissão é incrível, que dica daria para os jovens que desejam segui-la?
MN: Estudar, ler muito, aprender línguas estrangeiras, se possível o mandarim, que tem tudo para ser um idioma fundamental em poucos anos. Trabalhar sério, duro e ter em mente que jornalista não é artista, é jornalista.

terça-feira, 8 de março de 2011

Meninos, Agora Donos da Vila

Não mais há como negar que no Santos quem manda são os garotos prodígios e salvações financeiras do clube, que já mandaram embora dois técnicos. Será que só o fato de valerem tanto financeiramente justifica a entrega de tanto poder a estes garotos? Acredito que não, e o clube esta se perdendo na mão do atual presidente, que mais parece um fantoche que o grande nome da diretoria.


Dorival Junior teve apenas um ‘carrasco’: Neymar, o ex-revoltado, porque agora é o bom moço do Brasil – pois se tornou uma estrela de nível nacional. Já Adilson Batista, apelidado de Professor Pardal – às vezes é justo por suas invenções mirabolantes taticamente – por alguns comentaristas, teve a sua saída confirmada e dessa vez todos os garotos ‘decidiram’ o fim de sua trajetória na equipe.


Resta saber quem terá pulso firme para comandar de verdade estas jovens promessas. Sim são promessas, pois ainda não fizeram nada a altura do que é esperado por muitos. Evidente que já conquistarão uma Copa do Brasil e um Paulistão, mas o que esperamos destas estrelas, principalmente de Neymar e Ganso, é que tenham uma ótima carreira no exterior e, consequentemente, possam chegar a seleção e se confirmarem como grandes jogadores.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Outro Empate e a Paciência Esta Acabando

Mais um jogo fraco do Palmeiras, nesse sábado foi contra o Santo André, que periga na zona de rebaixamento. A rotina de um ataque burocrático desta vez fez deixou Luiz Felipe Scolari na mão, sem ter feito nada de produtivo, em relação as conclusões, no jogo. Mas o goleiro Nenéca foi o destaque da partida, mesmo com os atacantes vesgos da equipe alviverde.


Não resta dúvidas que reforços são necessários, mesmo que seja a entrada de garotos da base, afinal, tem alguns nomes no elenco palestrino que dão vergonha a história do clube que já contou com Rivaldo (o original), Evair, Edmundo, Alex (meia atualmente no Fenerbahce), Roberto Carlos e outros grande jogadores. O ataque é o principal, pois ainda não deu liga, também por não estar sendo ajudado pelo meio campo e laterais.


A falta de gols, jogadas produtivas e consequentemente o convencimento da torcida afeta, e muito, Felipão. Por tentar fazer o seu trabalho e não ter o apoio da diretoria as coisas ficam difíceis e o seu ânimo de estar no Palmeiras vai se esvaindo. A péssima política de poupar dinheiro alcançou a comissão técnica, pois a nutricionista indicada pelo Luiz Felipe foi demitida, o que deixou o técnico ainda mais nervoso com essa diretoria.


Os nervos estão a pele no Palmeiras, tanto o do técnico quanto o da torcida. O motivo é o mesmo: a diretoria. Claro, a torcida vê o time mal em campo e culpa os jogadores e o técnico, mas o fato da equipe não estar jogando um bom futebol é graças à diretoria mão de vaca que se instalou a pouco no comando do alviverde imponente.