sábado, 26 de março de 2011

Mais um Majestoso Pelo Paulistão

Apelidado de Majestoso pelo jornalista Thomaz Mazzoni, um dos maiores clássicos do país acontecerá neste domingo, 27, pelo campeonato paulista, tendo vários interesses em jogo. O mais importante e lembrado é o tabu corintiano, que não perde para o rival tricolor há quase quatro anos, sendo uma séria dor de cabeça para os são paulinos.



O histórico do clássico é favorável para o lado alvinegro da disputa, tendo 290 jogos disputados, com 111 vitórias corintianas – marcando 424, 87 tricolores – com 390 gols marcados e 92 empates. Ao todo foram 814 vezes que a bola parou na rede neste grande clássico, o de maior torcida do Brasil, afinal, o Corinthians tem a segunda maior do país e o São Paulo a terceira.

A primeira partida aconteceu em 2 de março de 1936, um amistoso ganho pelo Corinthians por 3x1, no parque São Jorge. As maiores goleadas aplicadas foram: São Paulo 0 x 5 Corinthians, no dia 10/03/1996 e São Paulo 5 x 1 Corinthians, nos dias 01/01/1946 e 08/05/2005.


Sem dúvidas o peso maior para o São Paulo é finalmente quebrar o tabu, que teve início em um jogo chorado, ganho no eu limite pelo Corinthians. O gol salvador de Betão foi marcado de cabeça, acabando com o tabu de vitórias tricolores que durava quatro anos e iniciando outro que não teve fim até hoje.

Não podemos esquecer do maior goleiro artilheiro do mundo, Rogério Ceni, que pode marcar o seu centésimo gol em cima de um dos grandes rivais de seu time. Fato esse que entraria para a história, com sabor amargo para os corintianos e lembrança certa para sempre na mente tricolor do Morumbi.


Mas nada é para sempre no futebol, com a exceção do Pelé, então as coisas podem mudar de uma hora para outra. Será que enfim essa marca será batida amanhã? Aguardemos e admiremos a partida. E o que você pensa caro leitor?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Arthur Stabile Entrevista Mauro Beting

Mais uma entrevista para o blog. O escolhido da vez foi Mauro Beting, comentarista futebolístico da TV Bandeirantes e do jornal Lance!. Confira abaixo a conversa com Mauro. 


Arthur Stabile: Como o senhor descobriu o dom para o jornalismo?
Mauro Beting: No útero. Sou neto, filho, irmão, sobrinho, primo, marido, e espero não ser pai de jornalistas. Quem é jornalista casa com jornalista na família. Quem não é também casa. Enfim, é a família Sarney do jornalismo. Só espero não ser pai de jornalistas.
AS: De onde surgiu essa paixão pelo futebol?
MB: No útero, também. A família inteira do meu pai é alucinada por Palmeiras e por futebol, nessa ordem. E, quando nasci, e até os 10 anos, dos maiores times do Brasil era o Palmeiras. Ficou mais fácil. Como sempre amei História e Geografia, e o futebol diariamente nos ensina também isso, ficou mais fácil. Aprendi a ler com a revista “Placar”. Meu pai havia sido Jornalista esportivo. É difícil precisar. Nasci com isso. É uma doença hereditária.
Como foi o seu início de carreira?
MB: Dos mais fáceis possíveis. Sendo filho de quem sou, as portas estavam abertas. Mas, a partir do primeiro minuto, tudo ficou mais complexo. Eu tinha de ser um Beting, mais que um Mauro. E eu sempre soube que jamais seria do nível do meu pai. Eu sempre driblei bem as pressões porque sei das minhas limitações.
AS: Em que momento preferiu seguir a carreira esportiva?
MB: Caí no esporte em 1990, depois de três anos de ofício. Sempre quis ser jornalista esportivo, mas meu pai me fez ver que era difícil, cansativo, fim de semana trabalhado, coisa e tal. Por isso comecei em outras área. Mas, quando comecei a assinar uma coluna, durante a Copa de 1990, não parei mais. Em um ano era comentarista de TV e de rádio. Mais nove anos comecei a escrever também para internet. Aos 15 anos de ofício virei colunista de revista. Hoje, para resumir, trabalho em TV aberta e fechada, rádio, jornal, blog, videoblog, coluna de internet, revista. E ainda faço livros, apresento programas e eventos, medio debates, vez ou outra volto a dar aulas, e estou começando a fazer este ano roteiro e direção de documentários de cinema. Só falta eu aprender a fazer Jornalismo.
AS: Acredita que os cursos de arbitragem e de técnico contribuíram de que forma para as suas análises?
MB: Muito. Ao menos aprendi a ser melhor xingado. Mais gente deveria fazer. Só no futebol, dentro de campo, a gente pode chutar.
AS: Qual a sensação de ter feito um programa ao lado do seu pai, Joelmir Beting?
MB: Demais. Sou tão burro que levei 17 anos de ofício para começar a trabalhar com ele. Mas é difícil estar ao lado de quem está muito acima de você e sempre esteve na vida empurrando a gente à frente e para cima. Agradecemos demais ao Bandsports pela ideia e pelo espaço que ocupamos por seis anos e só paramos para cuidar dos demais Betings que amamos: os meus filhos, e netos dele, e o amor da minha vida, a Helen.
AS: O senhor já trabalhou tanto em rádio, em televisão e internet. Tem a preferência por algum dos meios? E qual as diferenças cruciais entre eles?
MB: Radio. É o único que fala e que ouve o cliente. Se pudesse, só faria rádio, mas não consigo ficar parado. Gosto de todos, mas prefiro o rádio. Até pela Bandeirantes, prefixo fantástico, e com o Pelé do rádio, o Silvério, e outros grandes amigos, digo, colegas.
AS: Tem alguma diferença de comentar em televisão aberta e em canal a cabo?MB: Não deveria ter. O torcedor é inteligente nos dois meios. Nós que emburrecemos ao fazer tais distinções. Infelizmente, na aberta, quase escancarada, somos reféns dos índices de audiência, mais dos índices que da audiência. Enquanto, na fechada, podemos não deitar e não rolar, e tentarmos ser mais isentos, imparciais, objetivos e não clubistas e bairristas como exageramos na aberta.
AS: Qual a sua opinião sobre a ‘invasão’ dos ex-craques no jornalismo esportivo brasileiro? E trabalhar com ex-jogadores é muito diferente de jornalistas formados?
MB: Ótima. Gosto da tabelinha de craques e pretensos craques com jornalistas e pretensos jornalistas. Só enriquecem o debate. Aprendi com todos os muitos ex-atletas com quem trabalhei, até com os raros que pouco podiam ensinar.
Ao deixar claro a sua paixão pelo Palmeiras influiu de alguma forma na sua carreira
MB:Deve influir para os outros, para mim, não. Como cidadão, tenho o direito de ser Palmeiras. Como jornalista, tenho o dever de não distorcer. Mas, na tentativa de ser imparcial, acabou sendo parcial demais CONTRA o Palmeiras. Erro que cometo há 20 anos. Mas, nos próximos 40, vou tentar melhorar, mas sei que não vou conseguir.
AS: O senhor já trabalhou em Copas do Mundo. Qual a sensação de estar em uma Copa do Mundo? Poderia nos falar em quais foi e qual a mais marcante?
MB: Não tem nada igual. Ser pago para falar a bobagem que quiser num ótimo lugar num negócio que, desde 1974, eu pagava para fazer. Mais marcante, claro, a primeira, e não pela vitória brasileira, em 1994, mas porque era a primeira. 
AS: Como é trabalhar com tantos nomes importantes do futebol brasileiro como Neto, Luciano do Valle, Nivaldo Prieto, Milton Neves e tantos outros?
MB: Um privilégio, uma honra, uma responsabilidade e algo inacreditável. Principalmente estando ao lado de quem cresci ouvindo e, por vezes, copiando. E, mais ainda, desses nomes todos, e muitos mais, ainda ter se tornado amigo. Dos colegas de prefixo aos colegas com quem não trabalhei. Até porque meu mote não é ser o melhor jornalista, que não sou mesmo. Mas, sim, o mais querido. Algo que, sem modéstia, estou entre os top-10. Porque Jornalismo não é a arte de fazer inimigos. É o dever de tentar sem equidistante sem ser um equino.
AS: De onde vem à inspiração de escrever livros sobre o passado do futebol nacional
MB: Dos meus familiares que trabalham com pesquisa, livros e História, e minha paixão pelo tema. Sou historiador frustrado mas, cada vez mais, profissionalmente, trabalho pelo resgate do que passou. E, com meu trabalho, tento deixar algo para ser lido e entendido daqui a alguns anos. E não fico só nos livros, estou em vários projetos de resgate e preservação histórica. Agora, e cada vez mais, em livros, documentários, museus e o que mais pintar na área. Só não falo mais porque estou no meio de alguns desses projetos ou dando o pontapé inicial.
AS: Foi difícil lembrar-se das melhores besteiras ditas pelos craques e juntá-las no livro: "Bolas & Bocas - Frases de Craques e Bagres do Futebol"?
MB: É um trabalho de 15 anos, e que tem material para mais dois livros. É uma curtição, algo que aprendi com meus pais, e que a internet tem ajudado a desenvolver, além dos próprios atletas.
AS: Agora uma pergunta um tanto complicada. Qual empresa que trabalhou você define como a melhor para se trabalhar e qual a mais desenvolvida na área da comunicação? 
MB: A minha casa é a Bandeirantes. Frequento o prédio da emissora desde os oito anos. Foi meu primeiro emprego, em 1987. Conheci lá , em 1988, a minha mulher. Trabalhei na Band de 1987 a 1991 (no Jornalismo). No esporte, de 1997 a 2000, voltei em 2001, e, lá estou, de volta, desde 2004. Na rádio, desde 2003. No Bandsports, desde 2004. É muito tempo e muita afinidade. Posso trabalhar descalço pelo ambiente acolhedor e caseiro. A mais desenvolvida, entre tantas que trabalhei, foi o Sportv, por toda estrutura da Globo. Embora, naquele tempo, 1995-96, o canal apenas começava.

AS: Tem o desejo de voltar a alguma delas?
MB: Sempre deixei portas abertas. Mas, como hoje trabalho na Band, Bandsports, Rádio Bandeirantes, Lance!, revistas Fut! E Foot Ball, portais Yahoo! e Cidade do Futebol, e mais algumas editoras e uma produtora de cinema, fica difícil sobrar algum espaço.

AS: Qual a dica o senhor daria aos jovens que tem o objetivo de seguir a carreira de comentarista esportivo?
MB:Faça isto, um blog, um site. Meta as caras. Abra o jogo, leia tudo, escreva tudo, veja tudo. E, ao final das contas, você estará sendo pago para fazer algo que você faria pagando.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Troca de Cadeiras no Paulista

Não demorou para novamente termos a troca do líder do Paulistão. Com a derrota Tricolor para o Paulista o Corinthians assumiu a ponta de cima da tabela ao vencer o fraco Oeste por 3x0. A partida no Pacaembu serviu para dar ainda mais animo ao time alvinegro, além de mostrar que mesmo com algumas perdas em relação ao time 3º colocado no ultimo brasileiro o grupo ainda tem um futebol competitivo.


O Corinthians não teve grandes problemas, afinal o adversário é fraco, servindo mais como teste para alguns jogadores e uma partida para outros melhorarem sua parte técnica e mostrarem que ainda podem estar no grupo. E como era de se esperar Liédson marcou mais uma vez, estando quase certo como artilheiro do Paulista se manter essa média de mais de um gol por jogo. Os demais gols foram marcados por Paulinho e Dentinho, que volta a jogar bem e conseguir fazer a diferença lá na frente.

Comemoração de Paulinho e Morais após gol 
do volante camisa 8

Assumindo a liderança o time da marginal Tietê se garante na próxima fase e certamente estará entre os quatro primeiros, disputando com os outros grandes a ordem destas posições. Mas deve se dizer que essa história de passar oito clubes para a próxima fase é ridícula. A forma com quatro equipes é muito mais simples e rentável aos times, além de não prolongar tanto o tempo gasto no estadual.

Fotos: Tom Dib/Léo Pinheiros

domingo, 20 de março de 2011

Sem Magia

É clara a falta que o meia Valdivia faz para o Palmeiras. As jogadas quase não existem e sua criação fica por conta de quem se apresentar e quiser resolver, pois o meio campo do time é pouco criativo e sem o mago a situação se agrava.  A quantidade de volantes impressiona e chega a assustar, mesmo assim não tem um bom apoio ao ataque.


Nesse jogo contra o São Caetano a apresentação foi comum, assim como em todas sem toda a dupla Kleber e Valdivia, fazendo com que a torcida se decepcione com o futuro da equipe. Logo no começo do jogo o Kleber sofreu um penal, cometido por Artur, bateu e tirou o zero do placar. O Azulão não se assustou com o gol e manteve a mesma forma de jogo e pressionou o Palmeiras. Demorou, mas aos 36 o empate veio, com o mesmo Artur autor do pênalti, após cobrança de escanteio.


O segundo tempo foi sem maiores emoções nem alteração no placar. O único incidente da etapa complementar foi a expulsão de Thiago Heleno e Anderson Marques, que se desentenderam antes de uma cobrança de falta do Assunção e o juiz os expulsou corretamente. Por tocar no assunto, a arbitragem do Guilherme Ceretta de Lima foi ótima, não influenciou o resultado e se destaca no atual momento sombrio da juizada.


Basicamente o resultado não foi negativo para o Palmeiras, ganhou um ponto fora de casa sem o principal jogador e ainda foi salvo por Deola. Entretanto, a partida não estava impossível para ser ganha, faltou pressionar e chutar mais a gol, dava pra ter sido uma partida tranquila para o verdão.

Fotos: Miguel Schincariol