sábado, 2 de abril de 2011

Glórias e Quedas, Este é o Guarani

Grande Guarani Futebol Clube!

Time Campeão Brasileiro de 1978, terceiro colocado da Libertadores da América de 79 e dono de uma história inigualável no futebol brasileiro.

História essa que foi traçada por inúmeros craques. Por lá tivemos a honra de ver nascer Careca, Evair, Neto, Zenon, Djalminha e tantos outros, é um exemplo em formar jogadores.  



Sabemos o quão é complicado um time brasileiro sem a conquista da América, a pressão pelo título internacional é enorme, entretanto, a desistência nunca fora uma opção na mente dos jogadores.

Único clube do interior do país a ser campeão nacional, mostrando que não é apenas mais um dentre tantos e sim O Bugre Campinense.

Bugre, em homenagem ao Compositor Carlos Gomes, autor da ópera “O Guarany”, sucesso em 1911, ano de sua origem.

Seu mascote é o Índio, uma referência a tribo Guarani, demonstrando sua garra, coragem e espírito de luta que sempre esteve e estará presente e imutável. Engraçado, mesmo inspirado nestes personagens o contato entre ambos nunca aconteceu. Coisas do futebol...

O Brinco de Ouro, lar de tantos anos, companheiro de vitórias e derrotas, provavelmente, e infelizmente, abandonará o time, ou melhor, será vendido para tentar enfraquecer a crise que abala o Bugre. Que fase!

Crise que é a pior de sua história, já tendo passado pela Série C do Brasileirão, mas hoje a situação não é tão grave, porém ainda passa maus bocados e amarga a disputa da Série B do estadual e do campeonato brasileiro.



Como reviver este clube tradicionalíssimo do futebol nacional?

É difícil encontrar alguma maneira, mas quem disse que alguém irá desistir de tentar? Garanto que a torcida alviverde de campinas estará com o Bugre em qualquer lugar, seja no Céu da primeira divisão ou no Inferno da Série D.

Vamos Guarani, força! Lute com garra como sempre fez em sua história e volte de vez à elite nacional, resgatando seu brilhante passado que está perdido no tempo e o tornando um presente glorioso.

Parabéns Bugre pelos seus 100 anos de vida!


quinta-feira, 31 de março de 2011

Ressurgimento de um Grande?

Pela Copa do Brasil tivemos alguns jogos ontem, dentre ele Santa Cruz e São Paulo, no Arruda. O favoritismo era total, e de forma obvia, do time paulista e por incrível que pareça conseguiu tropeçar diante de um clube da 4ª Divisão do futebol nacional. O time pernambucano foi movido por sua torcida e não a decepcionou.


Com praticamente todo o time titular, com exceção de Casemiro, o tricolor paulista só pensava em eliminar o jogo e se esqueceu de primeiro ganhar antes de pensar na próxima fase. No começo do jogo o Santinha conseguiu pressionar o todo poderoso time paulista, mas não conseguia transformar esse ‘domínio’ em gols. Até que, após um cruzamento sem muito perigo Rodrigo Souto colocou a bola nas redes são paulinas grotescamente, marcando um dos gols contra mais ridículos e incríveis do Brasil.


Depois do susto os time foram para o intervalo e mudaram o seu modo de jogo. O Santa foi inteligente e voltou pra se defender, já o São Paulo precisava no mínimo empatar, então tirou Juan e colocou Carlinhos Paraíba para melhorar o meio campo. Aos 15 minutos Rivaldo foi substituído por Ilsinho. Foi uma partida apagada do veterano camisa 10, que apareceu bem em apenas um lance, quando bateu para gol após rebote do goleiro, que fez boa defesa em seu chute. O tricolor pernambucano ainda perdeu um jogador expulso, porém, bravamente, manteve o resultado favorável.


Analisando o jogo foi uma vitória merecida do Santa Cruz, entretanto, não apaga a responsabilidade pelo tropeço do São Paulo, que de forma alguma pode sequer pensar em perder para um time da Série D, quanto menos perder de verdade. Fato é que na partida de volta, aqui em São Paulo, o time da casa terá toda a chance do mundo para reverter o resultado. Conseguirá o tão forte Tricolor Paulista vencer o seu ‘parceiro’ Pernambucano?

Foto: Antônio Carneiro

segunda-feira, 28 de março de 2011

Racismo? Sim, Infelizmente...

Nessa ultima semana tivemos alguns casos de racismo envolvendo jogadores brasileiros. A primeira vítima foi Roberto Carlos, na Rússia. O ex-corintiano recebeu uma banana de torcedores do Zenit, time em que sua torcida é conhecida por atitudes racistas e tem o lema: “Não há preto nas cores do Zenit”.


Outra vítima de tais atos foi o lateral Marcelo, do Real Madrid, em jogo contra o Atlético de Madrid, partida valida pelo campeonato espanhol. No jogo o jogador foi hostilizado pela torcida adversária, que gritava, segundo relatos, a palavra ‘macaco’. Sobre o assunto Marcelo deu a seguinte declaração: "Não foi a primeira vez que uma coisa deste tipo aconteceu comigo, mas eu tento não levar isso para casa. Parece que as pessoas não aprendem mesmo".


Novamente tivemos mais uma ocorrência de racismo contra brasileiros. Na partida entre Brasil e Escócia, apenas um amistoso, foi jogada uma banana pela torcida escocesa em direção a Neymar, que marcou os dois gols da vitória brasileira.


Mais quantos casos serão necessários para que uma atitude seja tomada pela FIFA? Será mesmo que esta entidade, movida por senhores conservadores, realmente agirá contra tais insultos sem sentido? É grotesco ver pessoas fazendo isso em pleno século 21, em que, teoricamente temos uma mentalidade avançada, mas que na realidade não passamos dos mesmos seres humanos de sempre. E ainda dizem que os europeus são os povos mais evoluídos e desenvolvidos do mundo.

domingo, 27 de março de 2011

100 Vezes Ele

Demorou mas finalmente saiu o centésimo gol do maior ídolo da historia do São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni. Foram boas semanas de espera por esse gol, desde o clássico com o Palmeiras a expectativa era enorme para a chegada deste momento tão sonhado por são paulinos e pelo goleiro. E não tinha hora melhor para sair. Justo contra o seu maior rival, o Corinthians, Ceni deu um presente para a nação tricolor, como ele mesmo disse.


O resultado do Clássico fica em segundo plano, assim como a quebra do tabu de quatro anos do São Paulo frente ao Corinthians. Durante quase todo o jogo a posse de bola foi superior do alvinegro, mas parava na boa marcação e compactação de seu adversário, que aproveitava as bobeiras para se aventurar no ataque, deixando claro o objetivo de enfim quebrar o tabu tão longo.


Aconteceram três expulsões no decorrer do jogo. Pelo lado do Corinthians Alessando e Dentinho foram convidados a deixar o campo mais cedo, ambos justamente. O lateral deu uma entrada feia em Dagoberto e o Atacante chutou os “países baixos” do volante tricolor Rodrigo Souto. Já pelo São Paulo Dagoberto recebeu dois amarelos, o primeiro por uma cotovelada no zagueiro corintiano e o outro por uma dividida com Dentinho. Para mim o segundo amarelo poderia ser repensado, mas até cabível.


Foi uma excelente apresentação do juiz Guilherme Ceretta de Lima, apresentação perfeita. Não pensou duas vezes em expulsar os três jogadores, de forma corretíssima, além de não atrapalhar no andamento da partida com paralisações desnecessárias.

Impossível falar do clássico, o foco agora será Rogério Ceni por um longo tempo. Mas ele merece, é uma marca inigualável a que o goleiro detém, praticamente impossível alguém bater este recorde, a não ser que nasça um Pelé que jogue debaixo das traves.

Fotos: Tom Dib