quarta-feira, 29 de junho de 2011

5x1 e Lusa no topo!

Nesta terça-feira a líder da Série B Portuguesa recebeu em casa o fraco time do São Caetano, apenas décimo quarto colocado na divisão de acesso do nacional. A equipe lusitana já estava forte e com a volta do atacante Edno, que teve passagens apagadas por Corinthians e Botafogo, conseguiu melhorar.


Tem jogadores que tem grandes atuações em apenas alguns clubes e Edno é um deles. Ao deixar a Portuguesa era dito como um dos grandes reforços corintianos e que certamente iria manter a boa fase do time verde e vermelho. Porém, não foi assim nem no Corinthians, nem no Botafogo, para onde foi emprestado depois. Agora voltou para a lusa e reencontrou aquele período único de sua carreira.

Não foi diferente neste jogo com o São Caetano. O atacante demonstra que quer compensar todos os gols que deixou de fazer nos grandes clubes por onde passou, mas com a camisa da Lusa. Logo de cara, aos dois minutos, o camisa onze aproveitou jogada de Luís Ricardo e iniciou a contagem do marcador. Quem disse que ele ficou satisfeito com apenas um gol? Não deu tempo nem da torcida terminar de comemorar e encaixotou o segundo, em belo domínio de coxa e chute de primeira.


A equipe azul do ABC esboçou uma melhora em campo, conseguiu diminuir o placar com Geovanne, mas parou por ai. Na verdade a melhora foi concretizada do outro lado. Somente um gol de diferença não agradava os jogadores da Portuguesa, que apertaram o passo e partiram para o ataque. Deu certo, e muito. O lateral Cordeiro enfiou o canudo da ponta esquerda da área, sem chances para o goleiro Luiz.

Vinha mais, e ainda no primeiro tempo.  Luís Ricardo partiu pela direita, chegou na área e deu outra assistência, desta vez para Ananias, que recebeu na entrada da pequena área e só direcionou a bola para o gol. Não perca as contas, 4x1 Lusa. Agora sim, fim da primeira etapa e confusão.

Na volta do intervalo o juiz da partida expulsou o jogador Geovanne, autor do único gol do Azulão, por ter agredido um jogador da Portuguesa no final do primeiro tempo. Com isso o que já estava fácil ficou ridículo, tão ridículo que os donos da casa tiraram o pé. Mesmo assim conseguiram ampliar. Em cobrança de escanteio o zagueiro Leandro Silva pegou um elevador, foi além de todos os defensores e matou o defunto.


Com mais esta goleada a portuguesa já marcou 28 vezes nesta temporada da segundona em apenas oito partidas. A liderança esta mais do que conquistada e agora espera seguir fazendo vítimas dentro e fora do Canindé.

Será que dessa vez vai?


Fotos: Agência estado / Sergio Barzaghi

terça-feira, 28 de junho de 2011

Belletti anuncia aposentadoria

O lateral pentacampeão Belleti confirmou nesta semana a sua aposentadoria do futebol. Poucos dias antes o jogador foi apresentado como reforço do Ceará, porém, após o treinamento físico decidiu encerrar a carreira, alegando que seu corpo não aguentava mais jogar.


Na sua carreira Belletti passou por importantes clubes da Europa como Villareal, Chelsea e Barcelona. Neste último foi onde ganhou seu título mais importante em clubes: a Champions League, fazendo o gol do título para o time catalão. Pela Seleção foi campeão mundial em 2002 junto com a 'Família Scolari".

No Brasil jogou pelo Cruzeiro, São Paulo, Atlético – MG, Fluminense e nos treinamentos também no Ceará.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Tragédia vermelha e branca

Este foi um fim de semana histórico na Argentina. Pela primeira vez na história do campeonato local um time considerado grande foi rebaixado à segunda divisão do futebol. A cobaia da vez foi o River Plate, clube tradicional, de grande torcida e passado maravilhoso, mas que vive a pior crise de sua vida. Dívidas assolam o clube, que nada pode fazer sem ter como investir, restando rezar para que esse período triste se acabe.


Apesar do fim trágico a história e o campeonato conspiravam a favor do algoz brasileiro em algumas Libertadores. No campeonato argentino um time só é rebaixado com a soma dos pontos dos últimos três anos e ainda disputa a vaga na Série B com um dos clubes que foram bem na divisão de baixo no mesmo ano.

Com isso o River fez um excelente péssimo trabalho. A má administração vem de tempos e recebeu um prêmio, não dos mais esperados, porém, o que foi plantado pelos dirigentes teve frutos neste domingo. A equipe conseguiu ter uma das piores somas dos últimos três campeonatos e se classificou para jogar a repescagem da primeira divisão, tendo o Belgrano como adversário.

As partidas sem dúvida alguma teriam emoção do começo ao fim e com final enigmático e temido pelas duas torcidas, principalmente a do alvirrubro. O primeiro jogo foi fora de casa e muito duro, para os visitantes. Tensos, não conseguiram impor a camisa e a história que o River possui em campo, sendo dominados pelos donos da casa. Derrota por 2x0 e com direito a invasão dos torcedores, cobrando e ameaçando os jogadores.

Se o drama era pouco conseguiu ficar pior no Monumental de Nuñez. Precisando de dois gols de diferença a vida na elite futebolística estava próxima do fim. E este final ia se aproximando a cada minuto do jogo de volta e preocupava ainda mais a todos envolvidos com o time. Na primeira etapa o time foi bem, conseguiu render mais que o adversário e abriu o placar com Pavone, de fora da área. O Belgrano teve um gol corretamente anulado e esta foi a sua única tentativa na metade inicial da partida.


Animada e esperançosa a equipe retornou ao gramado com o objetivo na mente: conseguir o segundo gol e salvar todo o passado glorioso do time. Entretanto, a ideia não saiu da mente, ficou muito longe da ponta das chuteiras. Pressão em todo o segundo tempo, com direito a penalidade máxima desperdiçava por Pavone, além de outra não marcada. O desespero foi aumentando a cada lance não aproveitado. E o pior pesadelo dos torcedores foi confirmado.

Se alguém pensou que a queda foi selada com o apito do arbitro se engana.  Parte da própria torcida do River não se segurou e começou uma confusão sem tamanho, forçando o final do jogo por falta de segurança, mesmo sem o apito final do juiz. Lágrimas, angústia e desespero eram vistos dos dois lados. No gramado os jogadores, meras cobaias de anos de incompetência, pagaram o pato e ficaram marcados no pior capítulo do clube. Nas arquibancadas os torcedores estavam desolados, não acreditavam no que presenciaram, porém, era real, a pior realidade possível para eles.

Nos últimos suspiros tudo conspirava contra o clube e não poderia acabar de outra forma. Uma nova batalha está diante do time. Agora não adianta apontar este ou aquele culpado, a união tem que existir se sonham em se reerguer e colocar de novo no seu posto verdadeiro: a elite. Não só do seu país, mas na elite da América e do Mundo, pois o River Plate é uma das equipes mais fortes do continente, porém, precisa conquistar de novo a força e nome de sua camisa.



Fotos: AFP / Alexandre Lozetti

domingo, 26 de junho de 2011

Carroça desembestada faz nova vítima

Pior defesa do campeonato contra o vice-líder ainda invicto no brasileiro. O time do Ceará recebeu em seus aposentos o Palmeiras de Felipão querendo se reajustar no nacional. Sem vencer uma partida sequer em casa o time nordestino queria fazer o mesmo jogo contra o São Paulo, mas não o mesmo resultado, quando jogou muito bem mas perdeu em jogadas individuais. Deu certo.


No primeiro tempo o Palmeiras dominou. No primeiro lance, aos 2 minutos, Rivaldo deu assistência para Wellington Paulista cabecear e aquecer o goleiro Fernando Henrique, que fez boa defesa e mandou a bola pra escanteio. Depois dessa jogada os dois jogadores do time paulista não jogaram mais nada a favor do Palmeiras. Disse a favor, pois Rivaldo foi o décimo terceiro jogador do Ceará, numero sugestivo e exatamente o de sua camisa, sendo o décimo segundo a torcida alvinegra que deu show.

Bola lançada para o ataque cearense, ela iria sair pela lateral, porem Rivaldo resolveu pegá-la e perdeu para o jogador do Ceará. No final não deu em nada, apenas um escanteio para o anfitrião. Apenas? Se enganou quem pensou assim. Washington, ex-atacante do próprio Palmeiras não bobeou, igual fez a zaga, e completou a cobrança, acertando o canto esquerdo de Marcos, sem chances para o pentacampeão.


Até este momento os paulistas eram melhores, entretanto, sentiram o gol sofrido e praticamente deixaram de atacar. Cicinho, lateral direito, sentiu lesão e foi substituído por Patrik, fazendo o volante polivalente Marcio Araújo ser deslocado para a lateral. Outros dois jogadores que nem apareceram em campo. Patrik entrou e se escondeu em qualquer marcador. Araújo ficou na defesa, que tomou sufoco e contra-ataques na etapa final.

Antes do final do primeiro tempo o golpe final, fatal e ideal de Thiago Umberto na reação e nos ânimos do Palmeiras antes do fim da etapa inicial. Aproveitando confusão na área, após a subida de Vicente, o atacante completou bola que sobrou para ele livre, que mandou para o canto de Marcos. 2x0 e fim de papo. Pelo menos antes da pausa para o lanche e para a bronca de Felipão.

No intervalo Lincoln saiu e deu lugar a Adriano Michael Jackson. O atacante maratonista correu, correu e morreu na grande área. Até que conseguiu melhorar o ataque verde, mas também pudera, estavam abaixo de zero as chances de gols e finalizações alviverdes, contrastando com a alta temperatura de Fortaleza. Em compensação o Ceará ia pra cima nas (muitas) bobeiras da zaga visitante e incomodava com os laterais, somados a Oswaldo e Washington, que depois deu lugar a Iarlei.

Por sinal os laterais do alvinegro mais pareciam alas hoje, estavam toda hora presentes no ataque, pressionando a defesa e fazendo Marcos trabalhar. Não era de se esperar outra coisa. A zaga do Palmeiras estava perdida hoje. Mesmo com vinte volantes no meio campo o time não foi bem defensivamente e ter tomado de dois foi pouco, agradeçam ao goleiro santo por isso.

Felipão pouco falou no segundo tempo, viu que 
era inútil gritar com seus jogadores

Nada de emocionante aconteceu no complemento do jogo, somente a manutenção do resultado pelos dois times, já que o Palmeiras não teve forças para reagir e o Ceará estava contente, até demais, com o placar conquistado.

Com a primeira vitória em casa a recuperação no Brasileiro começa a nascer. Vagner Mancini tem mais calma agora para trabalhar com o time, que se desajustou com a eliminação da Copa do Brasil para ao Vasco, porém, tem tudo para ser uma pedra no sapato de muitos times grandes neste nacional. No outro lado o jeito é levantar o astral no próximo jogo, contra o Atlético – GO, no Canindé, estádio que da grande sorte aos alviverdes.

Fotos: LC Moreira