Boa noite amigos. Trago para vocês mais uma entrevista, desta vez com o repórter e editor chefe do programa Arena SporTV, Carlos Cereto.
Arthur Stabile: Como foi o início de sua carreira?
Carlos Cereto: Comecei no rádio em Mogi Mirim, interior de São Paulo, sou de Itapira. Ganhei a primeira chance de um amigo Ismael Rodrigues, comentarista da rádio. Ouviu uma fita que havia gravado simulando uma transmissão de futebol e me deu uma chance como plantão esportivo. Cheguei a narrar futebol na rádio antes de ser repórter.
AS: O jornalismo surgiu de que maneira na sua vida?
CC: Fiz jornalismo porque queria de alguma forma trabalhar com futebol. Sou apaixonado por futebol e por transmissão esportiva. Uma coisa levou a outra.
AS: Sempre teve o ramo esportivo como alvo para trabalhar? Deseja ir para outra área no futuro?
CC: Sempre gostei de esportes e amo o jornalismo esportivo. Não me imagino fazendo outra coisa, mas o futuro a Deus pertence.
AS: E essa história de subornos na FIFA, acredita ser verdade? E Ricardo Teixeira, pode ser o próximo presidente da instituição?
CC: É fundamental apurar os fatos, reunir provas concretas antes de qualquer denúncia. O futebol é um grande negócio do ponto de vista econômico e envolve muita política. Da parte da imprensa é fundamental a apuração dos fatos e a fiscalização.
AS: Mano Menezes foi a melhor escolha pra Seleção? Muricy fez certo ao recusar o convite?
CC: Muricy teve os motivos para recusar a Seleção. Todos fazemos escolhas na vida e devemos respeitá-las. Gosto do trabalho de Mano Menezes. Tem buscado uma linha de renovação das mais interessantes. Tem qualidade e material humano pra isso.Tem tudo pra dar certo.
AS: Depois da discussão de Carpegiani e Rivaldo, na eliminação para o Avaí na Copa do Brasil, o que você faria se fosse presidente do clube?
CC: É difícil dizer porque não estou lá dentro do São Paulo pra saber exatamente o que aconteceu. Existe um trabalho de renovação no São Paulo à pedido da diretoria. o objetivo é investir cada vez mais nas categorias de base pensando no futuro do clube. O que talvez tenha sido um contra-senso tenha sido a contratação de Rivaldo, já em fim de carreira.
AS: O futebol feminino ainda pode crescer no país mesmo com tanto preconceito?
CC: O problema é a falta de estrutura e investimento. Independentemente da modalidade o investimento tem que vir da base, na formação de atletas, no incentivo da pratica do esporte na escola. O Brasil deveria se mirar no exemplo de uma potência no esporte como são os Estados Unidos e investir no casamento entre a escola, a universidade e a prática esportiva.
AS: Lucas Piazon é o craque do ataque da seleção sub-17 e já é jogador do Chelsea. Concorda com o negócio feito pelo o São Paulo? O jogador terá problemas para se acostumar com o futebol inglês?
CC: Não acho que terá dificuldades para se adaptar ao futebol inglês e o São Paulo tem o direito de negociar quem quer seja desde que entenda como um bom negócio. O problema é que o clube optou por usufruir do retorno financeiro imediato em detrimento do salto de qualidade que o jogador poderia dar ao time no futuro. Fica a impressão de um negócio de ocasião.
AS: A estreia de Maikon Leite contra o Atlético – GO deu bons ânimos à torcida palmeirense. Com a sua chegada, Felipão deve esquematizar o time sempre com três atacantes. Como vê este estilo de jogo do Palmeiras?
CC: Quanto mais atacantes melhor desde que haja o comprometimento tático do time. Não existe esquema bom se não houver bons jogadores. O esquema tático ideal é aquele montado em cima das características e qualidade técnica do elenco. Gosto do Maikon Leite. Tem velocidade e boa qualidade técnica. Foi uma ótima contratação do Palmeiras.
AS: Acredita que os dois frangos levados por Rogério Ceni são fruto da idade, da falta de atenção do craque tricolor ou meras fatalidades?
CC: São fatalidades na vida de um goleiro. Rogério ainda é um dos melhores do Brasil.
AS: Daria uma chance para qual jogador que não foi chamado pelo técnico da Seleção?
CC: Gosto do Marcelo, do Real Madrid, mas houve um ruído entre ele e Mano Menezes, o que explica a ausência. Daria uma chance para Arouca, volante do Santos. Joga muita bola.
AS: Pensa que o Jadson, convocado duas vezes pelo Mano e também para a Copa América, é um bom nome para a reserva da seleção brasileira?
AS: Pensa que o Jadson, convocado duas vezes pelo Mano e também para a Copa América, é um bom nome para a reserva da seleção brasileira?
CC: Pode ser um bom nome para a reserva, mas talvez não seja o nome ideal para a reserva de Paulo Henrique Ganso. Mano poderia ter convocado um jogador com as mesmas características de meia de armação. Thiago Neves, do Flamengo, seria um bom nome.
AS: Qual time, nacional ou do exterior, que te despertou mais a atenção durante a sua carreira?
CC: Vi grandes times jogar no Brasil. O Santos de Neymar e Ganso. O Palmeiras da Parmalat, com Zinho, Rivaldo, Evair, Muller, Zinho, Edmundo. O São Paulo dos Menudos, com Muller, Careca, Silas, Sidney, Pita. O Corinthians da democracia, com Sócrates, Casagrande, Biro Biro, Zenon, enfim, grandes times. O Nápoli de Careca e Maradona, o Milan de Van Banten e Gullit e o atual Barcelona de Messi também me chamaram muito a atenção.
AS: O que é primordial para os profissionais que desejam seguir a carreira esportiva?
CC: Muito estudo, dedicação e preparação. Ler muito é fundamental.
AS: Mais uma vez obrigado pela entrevista Cereto.

