domingo, 18 de setembro de 2011

3ª rodada do Calcio

Neste fim de semana aconteceu a terceira rodada do campeonato italiano temporada 2011/2012. Apesar de ser a rodada de número três, é apenas o segundo jogo dos times, por conta da paralização dos jogadores. E neste começo de temporada quem vem impressionando é uma velha conhecida, a “Vecchia Signora”, apelido da Juventus. É a segunda vitória em dois jogos, desta vez contra o Siena, por 1x0. Em contra partida, a Lazio iniciou derrapando e tem apenas um dos seis pontos disputados, empatando com o Milan e perdendo para o Genoa.

Matri comemora o gol da vitória contra
o Siena fora de casa.

Confira os resultados da rodada:

Sábado
Cagliari 2x1 Novara
Inter 0x0 Roma

Domingo
Atalanta 1x0 Palermo
Bologna 0x2 Lecce
Catania 1x0 Cesana
Lazio 1x2 Genoa
Parma 2x1 Chievo
Siena 0x1 Juventus
Udinese 2x0 Fiorentina
Napoli 3x1 Milan


Classificação:

1 - Napoli, 6 pontos
2 - Juventus, 6 pontos
3 - Udinese, 6 pontos

4 - Cagliari, 6 pontos
5 - Genoa, 4 pontos
6 - Catania, 4 pontos
7 - Palermo, 3 pontos
8 - Fiorentina, 3 pontos
9 - Lecce, 3 pontos
10 - Parma, 3 pontos
11 - Chievo, 1 ponto
12 - Lazio, 1 ponto
13 - Novara, 1 ponto
14 - Milan, 1 ponto
15 - Inter de Milão, 1 ponto
16 - Roma, 1 ponto

17 - Siena, 1 ponto
18 - Cesena, 0 pontos
19 - Bologna, 0 pontos
20 - Atalanta, -2pontos


    Liga dos Campeões     Liga Europa     Zona de Rebaixamento

Fotos: AFP

A confiança veio pelo alto

Depois de perder a grande chance de assumir a liderança do campeonato quando perdeu fora de casa para o Grêmio, o São Paulo tinha o fator campo a seu favor nesta noite de sábado, contra o Ceará. Apesar do passado ruim no estádio neste ano, o time paulista ignorou o que já aconteceu e jogou o futebol que um campeão tem.


A principal arma do anfitrião foi a bola alçada na área. Com o centroavante Henrique, melhor jogador do Mundial Sub-20 deste ano, a jogada tinha grandes chances de dar certo. E deu. Mas não foi o atacante o jogador a concluir esta jogada com gols. Pouco depois do início do jogo, Henrique até tentou fazer o seu deste modo, mas a trave não deixou.

Mas o Ceará não estava dormindo em campo não. Washington usou o mesmo método do adversário. Bola na área e conclusão de cabeça, mas Ceni estava bem postado no gol e fez fácil defesa. Outro chute perigoso veio cruzado e rasteio da esquerda, dando mais trabalho pra Rogério, que espalmou na área e Rhodolfo tirou o perigo.

Com um grande jogador no time, era tempo do São Paulo criar outra boa oportunidade. O meia Lucas dominou livre na esquerda, puxou para dentro e soltou o canudo no ângulo, para bela defesa de Fernando Henrique, ex-Fluminense.

Se os homens da frente não conseguiam fazer a diferença o jeito foi apelar para a arma secreta. Carlinhos Paraíba recebeu pela esquerda e mandou na área. Juan, a surpresa dentro da área aproveitou livre e abriu o placar para o tricolor.


O gol soltou mais o tricolor, que se manteve no campo de ataque. Não apenas isso, seguiu pressionando e complicando o adversário. Nova jogada pela esquerda e Casemiro adiantou jogada para a chegada de Piris na cara do gol. O lateral paraguaio só venceu o defensor na corrida e tocou para a alegria, anotando seu primeiro gol com a camisa do São Paulo.

Com a assistência, a noite já estava boa para o volante, mas faltava o seu gol na partida. Em lance, desta vez pela direita, Casemiro ficou com o caminho aberto para o gol. De fora, o camisa oito preparou, mirou e soltou o canhão, que pegou efeito e entrou no canto alto esquerdo do gol cearense. Terceiro e mais belo gol da partida. Será?

Ainda faltava ele entrar em campo. Rivaldo estava no banco e adentrou o gramado para completar a festa da torcida local. Aos 46 minutos do segundo tempo, mais uma jogada pela esquerda e outro cruzamento na área, que foi de encontro ao pentacampeão. O meia se adiantou a dois zagueiro e encaixou um sem pulo sem chances para Fernando Henrique conter o quarto gol. Seria esse o gol mais bonito? Fico com o de Casemiro, mas é uma boa dúvida.


Após a vitória, Rogério Ceni, que foi essencial enquanto a partida estava igualada, declarou que o importante na noite não foi a goleada, pois qualquer resultado vitorioso era benéfico, mas espírito de luta de todos os jogadores fez a diferença. O triunfo deixa o tricolor na vice-liderança, sendo que o Corinthians ainda pode passá-lo. Além disso, confirma o ‘Soberano’ como forte nome no duelo por mais uma taça do brasileirão.


Fotos: Ricardo Matsukawa / Fernando Dantas 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quanta sonolência e incoerência

No jogo em que muitos cravaram o renascimento da verdadeira seleção brasileira, a regularidade da equipe se manteve. Sem criar na frente, o jeito foi ser burocrático (e medroso) na defesa para sustentar o “ótimo” placar de 0x0 fora de casa. 

Realmente não tem como dizer que este duelo contra a Argentina serviria para reabilitar o bom futebol do time. Ainda mais quando os Hermanos possuíam somente jogadores atuando em seu país, assim como nós, mas de inferior nível técnico e habilidade.

Em teoria, é natural que a habilidade, o dom, sobressai sobre a raça tradicional desta escola adversária. Entretanto, nossa seleção e seu técnico seguem nos surpreendendo, negativamente, como estamos acompanhando.


Já tendo decepcionado os torcedores na convocação, Mano foi além. Quando finalmente poderíamos ver Lucas como titular, pelo menos se o treinador mantivesse sua “coerência” de até então. Porém, a opção escolhida para maestrar a criação de jogadas foi Renato Abreu, atualmente volante no Flamengo, e que deixou o meio só com volantes e os pontas obrigados a voltar para tentar buscar jogo e arriscar algo.

Era tão obvio, menos para o criticável e medroso treinador. Outro ponto complicado no time foi Kleber na lateral esquerda, que nada produziu. O mesmo podemos dizer de Paulinho, que em sua primeira convocação assumiu a titularidade e o peso da camisa veio junto, com atuação apagada.

A salvação para quem acompanhou toda a partida foi Leandro Damião. O artilheiro do Internacional concluiu a primeira grande chance na trave, na jogada da de Neymar. Próximo do fim do jogo tentou uma de suas jogadas características, a carretilha rumo à grande área, acertando e finalizando por cobertura e, novamente, carimbando a trave.


Nova decepção da seleção, desta vez com um time melhor que o adversário, mas liderado pelo mesmo treinador muito mais preocupado em não perder do que expor seu time um pouco mais e objetivar as vitórias. Dizer algo e fazer outra coisa parece ser um dos dons de Mano Menezes, que alega não se preocupar com o cargo, mas faz de tudo para manter-se na mesma posição com Ricardo Teixeira, ou melhor, a CBF.


Fotos: Enrique Marcarian / Mowa Press

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Brazucas salvam o Milan no Camp Nou

Em nova temporada da Champions League e logo na primeira rodada o primeiro grande clássico surgiu. O indescritível Barcelona recebeu em casa o Milan, sendo que a única disputa destes times no grupo será qual deles conseguirá a liderança, mas a vantagem na primeira rodada tranquilizaria uma das equipes.

Sem Robinho e Ibrahimovic, a equipe italiana tinha problemas em arrumar jogadores no setor ofensivo. Pato foi reserva na estreia do campeonato nacional e entrou na vaga de Ibra. Cassano já era titular e se manteve. Na criação das jogadas, Boateng e Seedorf eram os nomes. Entretanto, durante toda a partida a equipe teve problemas exatamente neste ponto: atacar.

Apesar de tantas dificuldades em apertar o jogo contra os espanhóis, logo no primeiro ataque o Milan abriu o placar. Quando Pato recebeu no meio campo, logo após o pontapé inicial, olhou para o ataque e viu a zaga aberta. Sendo mais rápido que os volantes/zagueiros do Barça, o atacante saiu na cara de Valdés e jogou debaixo das pernas do goleiro da seleção espanhola.


Quem achou que o Barcelona iria sentir o peso do gol sofrido, se enganou, e feio. Com uma frieza exemplar, e certa pitada de arrogância, a equipe catalã manteve seu esquema de jogo ofensivo, com o toque de bola e dominando o adversário sem dar chances. Se a equipe não tinha zagueiros de ofício lá atrás, a saída de bola conseguia estar completamente controlada, não dando bobeiras para a marcação avançada de Pato e Cassano.

O gol não mudou o Barça, em contra partida, o Milan se recuou mais do que tinha em planos. Vencendo, a equipe pensou que conseguiria barrar o atual campeão da Liga durante todo o jogo. Caso o gol da vitória tivesse saído na metade do segundo tempo, tudo bem recuar desta forma, mas no primeiro minuto de jogo? Complicado...

Rondando por vários minutos pela grande área dos visitantes, o time azul-grená contou com a individualidade do melhor do mundo para empatar a partida. Tendo recebido na entrada da área, Messi passou por três defensores, que deixaram livre Pedro na cara do gol. O argentino chegou no fundo do campo e deu a assistência ao atacante, que igualou o placar. 1x1.

Tendo feito o gol, o Barcelona ainda desperdiçou alguns outros lances. O mais incisivo foi a falta batida por Messi, que carimbou a trave de Abiati. Enquanto que a equipe italiana só pensava em manter o resultado, pois mesmo o empate já era uma conquista, afinal, estamos falando do melhor time do mundo.


Na volta para o complemento do jogo, os anfitriões foram mais ainda pra cima do Milan. A diferença agora era a objetividade mais apurada. Um fator que este time melhorou foi a cobrança de faltas. Aproveitando o grande número de chances, já que Messi e os demais estão a todo o momento no chão, alguns cobradores se aprimoraram nesta pré-temporada. Caso de Villa.

Não é por acaso a lembrança desse jogador em específico. Quando Messi foi derrubado na intermediária do ataque, o camisa sete pegou a bola e foi para a cobrança. Com um belo chute, mandou na rede lateral do gol de Abiati, confirmando a superioridade do barça e passando à frente no marcador.

Porém, o time catalão se acomodou com a vitória, até seguiu no campo de ataque, mas abandonou aquela ofensividade do início do segundo tempo. Dando poucos contra ataques, parecia mesmo que o jogo estava definido, mas nunca está, pois falamos do sempre emocionante e imprevisível futebol.

Um escanteio no último minuto. Algo que parecia sem perigo, ainda mais com a entrada e Puyol para melhorar a defesa. É, mas toda precaução é pouca nessas horas. Na medida, a bola foi levantada para Thiago Silva, que subiu mais do que todos e mandou para o gol. Valdés se esforçou pouco para ir na bola, mostrando que não acreditava num lance fatal no último minuto, o que comprometeu o resultado.


O empate deixou os times iguais na tabela, ainda mais com o empate das demais equipes do grupo, BATE Borisov e Viktoria Plzen. Porém, o empate em 2x2 deixou os grandes nas primeiras posições pela diferença de um gol à mais marcado.


Fotos: AP