sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Triunfo e Vexame da semana

Triunfo!

Nos últimos anos uma grande rivalidade que foi criada na CHampions League foi entre Real Madrid e Lyon. Quando estava há algum tempo sem passar das oitavas de final, o time espanhol parou na equipe da França e manteve o tabu na competição. No ano seguinte também encarou o Lyon, mas desta vez avançou, sendo eliminado pelo Barcelona. 


Desta vez o time acabou com o fantasma que envolvia a partida. Com grande atuação de Benzema, que sempre joga bem contra o ex-clube, os merengues se aproveitaram da retranca adversária e fizeram placar extenso, terminando 4x0 para os donos da casa. E olha que Cristiano Ronaldo não teve grande atuação, imagine se o português estivesse em tarde inspirada? Seria inda mais complicado para o Lyon.

Assista aos gols do jogo:



Vexame!

Candidato ao título? Depois deste jogo, não mais. AO visitar o Atlético-GO, o São Paulo sabia das dificuldades do jogo, mas nem o mais pessimista pensaria em um resultado tão vergonhoso. Em tarde dos opostos, com os visitantes sem ânimo, o jogo foi facilmente dominado pelo goianiense, sabendo aproveitar as oportunidades claras de gol que teve, emplacando uma bela vitória contra o todo poderoso São Paulo.

O choque foi tamanho que Adilson Batista não suportou o jeb, sendo forçado pela diretoria a abandonar o cargo de treinador do clube. Graças a Rogério Ceni o resultado não foi pior, o vexame poderia ter ido muito além dos 3x0.

Veja como foi a partida:



Foto: AP

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pane geral!

Um dos candidatos à conquista do brasileiro desta temporada, o Flamengo mantinha vivo o sonho de faturar dois títulos no fim do ano jogando a Copa Sul-Americana e o nacional. É o tempo verbal está certo, mantinha, passado, porque depois da partida de ontem pode dar adeus ao triunfo internacional.

A equipe chilena do Universidad parecia não assustar, ainda mais com o clube carioca completo, com direito a Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves no meio campo criando. Entretanto, as impressões foram mal feitas, e muito mal...


Como diria Roberto Avalone: “Um, dois, três, quatro a zero!”. Esse foi o tamanho da brecha criada pelo anfitrião em casa, contra uma equipe inferior. O primeiro gol saiu de rebote, depois de bater na zaga. O segundo a partir de cruzamento, com bola tocada pro meio da área e depois para o gol.

Achou pouca bobeira? Um minuto após o visitante ampliar com Vargas, o rubro negro deu campo livre para o ataque fatal do adversário. O mesmo Vargas recebeu na intermediaria, ajudado pelo belo furo de um defensor flamenguista. Com a bobeira, ficou de cara para o gol, tendo o trabalho de correr, chegar na área e mandar por cima após Felipe cair.

O quarto foi de contra ataque, quando Mena recebeu, adiantou e voltou, esperando a chegada dos companheiros. Lorenzetti chegava de trás e aproveitou para embalar. Mena viu e mandou de calcanhar para o meia, que enfiou um três dedos e colocou a bola no canto direito do gol rubro-negro.


Não estavam com o foto em campo. Esse pode ser o motivo para explicar a forma que entrou em campo, o placar elástico foi apenas consequência. Já os visitantes queriam vencer o Flamengo, clube brasileiro com grande história, quem não quer? Como sempre falam, era a vida dos jogadores desconhecidos do Chile se consagrarem, e conseguiram.

Os 4x0 tenebrosos sofridos dentro do Engenhão para a Universidad do Chile, o Fla se vê sem chances de recuperar o prejuízo. Não só pelo número de gols, mas também pelo desempenho dos jogadores, que não vem agradando nos jogos, muito menos convencendo a torcida, apesar de alguns resultados favoráveis.


Foto: Agência Estado / Cleber Mendes

Um novo começo

Após ter vida complicada na luta pelo titulo nacional, o São Paulo foca agora na Sul-Americana para ter uma conqusita na temporada, algo ausente nos últimos anos. Contra o Libertad, o tricolor não teve atuação brilhante, mas obteve a vitória graças a individualidade.


Visivelmente desanimado, o time comandado pelo interino Milton Cruz, depois de demitir Adilson Batista, não conseguia superar a retranca dos paraguaios, ficando apenas trocando passes e procurando espaços.

Sem os três volantes clássicos do antigo treinador, a criação estava reforçada, ao menos no papel. Wellington era o 1º volante, ajudado por Denílson, com qualidade na saída de bola. Lucas e Cícero tinham liberdade e o papel de dar chances claras de gols para Dagoberto e Luis Fabiano.


Assim como no jogo do Santos, a individualidade foi fator decisivo para mudar o partida e dar a vitória aos brasileiros. Lançado de cabeça por Dagoberto, Luis Fabiano, em seu quarto jogo depois da volta, dominou no peito e soltou o pé, sem chances para o goleiro. O gol veio tarde, mas na hora exata para não ser alterado.

Batista está fora, mas um  padrão tático e formação nova em campo ainda virão. Foi apenas a primeira partida da nova ‘vida’, não muito animadora. Porém, potencial o elenco tem. Milton parece um bom nome, se é ou não o ideal para o momento depende dos dirigentes, que se mostram dispostos a bancar um nome forte na profissão, mesmo com todo o conhecimento do clube e dos atletas do atual técnico interino.


Foto: Fernando Dantas

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Santos começa a decidir o campeonato

A partida entre Santos e Botafogo, adiada por conta de amistosos da seleção, parecia não ter tanta importância no campeonato ha um mês e meio atrás, fora a falta de programação da CBF, algo comum nos últimos anos. Entretanto, muitos pontos e posições ganhas depois, esta partida se tornou chave na luta pelo título, pois uma vitória dos cariocas daria ao time da estrela solitária a liderança do nacional.

Se as circunstancias do jogo foram alteradas, a genialidade de um craque se manteve, ou melhor, foi ainda mais aprimorada. O jogo não tinha dono. As equipes criavam chances, mas nenhuma se sobressaia. Se os times eram iguais, alguém tinha que mudar isso. E tinha outro jogador mais preparado para isso que Neymar?

Claro que foi ele. O atacante de 57 jogos no ano não iria deixar este passar em branco. Ao receber passe na intermediária do campo de ataque, o caminho rumo ao gol estava livre. Que pecado do Bota... Neymar viu e, obviamente, soube se aproveitar disso e disparou para a ponta esquerda da área. Chegou, parou, cortou para dentro e depois para fora, tirando totalmente Bruno Tiago do lance e meteu de bico no canto esquerdo de Jefferson. Golaço do artilheiro da Vila.


Pouco depois, o alvinegro paulista matou o jogo. Com a saída de jogo comprometida no lance, por conta de todos os jogadores do Botafogo estarem atrás da linha da bola (com a exceção de Loco Abreu), o zagueiro santista jogou para Henrique na fogueira. O volante mandou de primeira um balão para o ataque. Bola morta? Não para Borges. O Artilheiro do brasileirão acreditou, dominou no peito, ajeitou com a coxa e enfiou o canudo, que bateu na trave e morreu nas redes. 2x0 Santos e adeus liderança, Bota.

Mesmo perdendo, o visitante não jogou mal, assim como o anfitrião não esteve em destaque. O fator decisivo deste jogo foi a individualidade de dois craques, um completo e o outro em faro de gols. Borges e Neymar complicam a vida de todo o defensor, principalmente o mais jovem, que parece não poder ser marcado por quaisquer defensor.

O Botafogo deixou escapar a chance de ser líder? Sim. Porém, uma derrota jogando fora de casa contra o Santos é um resultado comum para qualquer time, grande ou pequeno. A derrota não tira o time do Rio da disputa pela taça, porém foi uma grande chance ignorada, algo que um time com intuito de conquistar o brasileirão não pode se dar ao luxo de fazer (apesar de todos estarem fazendo isso...).


Fotos: Ricardo Saibun