segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Repescagem Eurocopa 2012

Na ultima sexta-feira, dia 11 de novembro, começou a ser disputada na Europa a repescagem da próxima Eurocopa, que acontecerá ao mesmo tempo na Ucrânia e Polônia. Após a fase inicial, dividida em nove grupos, oito seleções se classificaram para a segunda chance de participar da maior competição europeia de seleções. Veja um resumo dos jogos de ida:

Bósnia 0x0 Portugal – Matheus de Oliveira fez a cobertura desta partida para o Boleiros, e lá vimos que mesmo com Cristiano Ronaldo e Nani em campo, o time lusitano não conseguiu furar a barreira defensiva do adversário. Até teve boa posse de bola, mas não obteve sucesso em transformá-la em gols. No jogo de volta, em Portugal, a seleção da casa precisa apenas de uma vitória simples para confirmar presença na Euro.


República Tcheca 2x0 Montenegro – Em casa, o time tcheco conseguiu abrir boa vantagem na disputa pela vaga. Com Rosicky em campo, o time fez os gols da vitória apenas na etapa final. O Primeiro veio com Pilar, em belo chute de fora da área. Nos acréscimos da partida, após cobrança de falta o desvio de Sivok parou nas redes. A partida de volta acontecerá em Montenegro nesta terça-feira.

Estônia 0x4 Irlanda - Após a eliminação polemica da última Copa pela França (no lance em que Henry descaradamente colocou a mão na bola e terminou em gol mal validado pela arbitragem), o time irlandês veio com garra e não deixou a Estônia ver a cor da bola. Com dois gols de Keane, um de Andrews e outro de Walters, a classificação foi confirmada no jogo de ida. Amanhã na Irlanda, a partida final só cumprirá tabela, além de servir de festa para os torcedores locais.


Turquia 0x3 Croácia – Este era o jogo definido como mais equilibrado dos duelos. Com seleções muito equilibradas, o que se viu na primeira disputa foi um domínio do time visitante. Olic, Runje e Mandzukic não deixaram suas chances claras passarem e cada um anotou o seu gol. Jogando em casa, o time croata pode perder até por dois gols de diferença que ainda conquista o direito de viajar à Polônia e à Ucrânia disputar a competição.

Amanhã acontecem os jogos de volta e a cobertura de Portugal x Bósnia fica novamente por conta de Matheus de Oliveira. Já o resumo dos jogos fica na responsabilidade de Lucas Fernando, o Anderson Silva do Boleiros da Arquibancada.


Fotos: AP / AFP

O Palmeiras segue colecionando bobeadas

Se não bastasse o péssimo momento interno que vive o clube, com o time limitado e Felipão esbravejando a cada coisa errada, o perigo de fazer parte do grupo da série B do ano que vem existe, e é muito real. Precisando de apenas três pontos para afastar de vez este pesadelo, o Palmeiras foi ao sul encarar o Grêmio no Olímpico. Todos imaginavam mais uma derrota do alviverde, mas o resultado foi outro e poderia ter sido ainda melhor.


Tendo o desfalque de muitos jogadores, dentre eles Kleber (fora da equipe), Valdívia (suspenso pelo STJD), Rivaldo, João Vitor (suspensão) e outros, Felipão teve que improvisar jogadores. Tinga foi o meia de armação ao lado de Patrik, sendo que nenhum conseguia criar. Logo à frente, Ricardo Bueno e Luan tinham a obrigação de marcar. Mas não conseguiram.

O jogo era aberto, com as duas equipes conseguindo criar oportunidades. O Palmeiras pecava no último passe, que sempre era interceptado pela defesa tricolor. Na parte de trás, conseguia parar os ataques por conta da má atuação de Douglas, mas mesmo assim ainda sofria com alguns sustos. Nada mais aconteceu na etapa inicial.

Se os atacantes não conseguiam, quem fez a festa dos pouquíssimos palestrinos no estádio foi Cicinho. Após cruzamento da direita, Ricardo Bueno cabeceou a queima luvas, barrado por defesa espetacular de Victor. Só que no rebote a bola encontrou os pés do lateral Cicinho, que dominou e chutou forte, abrindo o placar para o time paulista.


No segundo tempo, os times eram os mesmos, no papel e em campo. Sem mudanças, o Palmeiras foi atrás de ampliar o placar. Conseguiu, e da melhor tática possível do time, a bola parada. Falta na entrada da área, Assunção na cobrança. O chute seria colocado, no canto esquerdo do gol, só que um desvio na barreira matou o goleiro gremista e mandou a redonda no meio da meta. 2x0 Palmeiras e parecia que o reencontro com a vitória iria acontecer.

Mas como estamos falando de Palmeiras, tinha que haver um ponto negativo. Quer dizer, dois pontos negativos. O primeiro deles saiu dos pés do atacante Brandão, que substituiu Escudero ainda no primeiro tempo. Aproveitando contra ataque rápido puxado por Leandro, que deixou a zaga do visitante escancarada, Brandão recebeu e mandou para as redes sem pensar duas vezes.

Ainda tinha tempo para o empate, afinal, estávamos na metade do segundo tempo. Ele veio, da pior maneira possível. Aos 45 minutos o narrador já dava como certa a vitória do Palmeiras e os três pontos, mas uma jogada de Mário Fernandes terminou mal, para Felipão e seus comandados. Mário foi à ponta direita, deixou dos zagueiros para trás e cruzou. A defesa tirou mal e ela sobrou para Fernando, que adiantou e chutou forte no ângulo esquerdo do gol. Sem chances para Deola em uma grande chance do Grêmio.


O 2x2 no momento final da partida deu um choque nos torcedores palmeirenses. Quando todos festejavam a vitória e com isso o termino do fantasma da Série B, o time deu enormes brechas e o time da casa aproveitou. Além de sofrer dois gols, a equipe paulista deixou dois pontos importantíssimos lá no sul, pontos que podem ser decisivos na luta pela permanência ou pela vaga na Sul-Americana, descartada pelo treinador Luis Felipe Scolari.


Fotos: Ricardo Rímoli

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vergonha desnecessária

Pelo título parece que a seleção brasileira enfrentou o Gabão e foi derrotada, cravando um vexame na sua história. Na verdade, o jogo foi bem tranquilo para o time conquistar o resultado, o mais importante, segundo Mano Menezes. Porém, colocar nossa equipe tão tradicional e que se prepara para a maior obrigação de sua história numa fria e num gramado desses era completamente desnecessário.

Ter a tarefa de vencer uma Copa do Mundo em casa não é trabalho tranquilo de se fazer. Por sinal, já deixamos escapar uma vez em 50, no único mundial disputado em solo brasileiro. Para ‘facilitar’ este trabalho de complicações acima do comum, o mínimo que precisamos ter é uma equipe de grande qualidade, aliando a tradicional técnica dos jogadores de nosso país com uma parte tática eficiente, bem trabalhada e com funções muito claras.


Para começar, nosso treinador esta sendo prejudicado. Por não contar com os jogadores que atuam no Brasil a seleção fica deficiente, não tendo os melhores jogadores de cada posição. Além disso, não consegue treinar os titulares da forma eficiente que quer. Após muitos anos nossa seleção volta a ‘depender’ de atletas dos clubes brasileiros, um avanço grande. Mas por causa do excelente calendário da CBF não são chamados na reta final do campeonato nacional, com o objetivo de não prejudicar as equipes.

Sendo praticamente obrigado a convocar somente os brasileiros do exterior, para não ser (ainda mais) criticado, Mano optou por mudar o esquema de jogo, colocando em campo o 4-4-2 e mandando para o banco o 4-3-3 (4-2-3-1) que pretende assimilar aos seus jogadores. Com isso, a tarefa que já é complicada, de formar um time entrosado taticamente e estar à altura de seleções unidas há mais tempo, como Alemanha, Holanda, a campeã Espanha e nossa rival Argentina, fica muito mais complicada do que já é.

Não estou aqui para defender Mano, mas é preciso deixar claro quando a culpa de jogos ruins ou de rendimento longe do ideal nem sempre é somente do treinador ou dos jogadores. Na partida de ontem, Hernanes teve boa atuação, mostrando que pode ocupar a vaga no meio campo. No meu time, estaria ao lado do meia, como segundo volante, pois tem bom apoio ao setor ofensivo e ainda se garante na marcação à frente do cão de guarda, o 1º volante.

Hernanes, camisa 7, foi o destaque da
Seleção na partida

Alguns nomes da escalação podem ser criticados, como o zagueiro Luisão. Se o alvo do treinador é renovar o time, tanto em relação à idade quanto a nome de jogadores, o defensor não deveria estar ali, muito menos na titularidade. Jonas não me agrada no ataque, mas é um dos nomes em ‘boa’ fase na Europa. E que fase dos brasileiros do setor ofensivo lá fora, não? Poucos estão se destacando, como Hulk, o restante vive mau momento ou não consegue se destacar em sua equipe.

Em suma, este jogo que tinha dois objetivos fora de campo (inaugurar o estádio no país do adversário, e embolsar mais alguns cascalhos com um amistoso) e que foram atingidos. Porém, o objetivo principal do treinador e o sonho de todos os brasileiros ainda vai demorar. 2014 é o sonho mais belo, só que pode se tornar o segundo maior desastre da história da seleção.


Foto: Celso Paiva / Getty Images

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Enfim o coro foi cantado: “É campeã!”

Só conquistar a vaga na elite do futebol nacional não era o bastante para a Portuguesa. Tendo um time que encantou torcedores e jornalistas durante o campeonato, a equipe precisava agora de apenas um empate para levantar a taça. Contra o Sport, em casa, o time revivia um duelo que trazia más lembranças. Porém, depois desta noite, o passado negativo foi mudado, graças ao empate em 2x2, que consagrou de vez a campanha do time.


Em 2008, ano em que o time lusitano caiu para a série B, enfrentou este mesmo Sport na 37ª rodada, também no Canindé. O placar final foi 2x2, afundando os paulistas para a segunda divisão. Em novo momento, era a hora de não deixar escapar outra chance de garantir a conquista e confirmar a superioridade do time, confirmada pela grande diferença de pontos sobre o segundo colocado e as demais equipes.

O começo foi melhor para o rubro-negro. Depois de cobrança de escanteio, aos 3 minutos de jogo, uma grande confusão na defesa da Portuguesa aconteceu, bate rebate, quando a bola sobrou para Montoya chutar no canto esquerdo do gol. Weverton não teve chances de defender e a Lusa precisava correr atrás para conquistar o campeonato.

A reação veio, mas demorou um pouco e chegou a torturar os torcedores. Apenas aos 14 da etapa complementar o empate foi alcançado. Marco Antônio recebeu na intermediária marcado. Dominou, adiantou a bola e arriscou de longe, encobrindo o goleiro e marcando um belo gol. Alívio para a galera da arquibancada.

Estava bom? Não para a campeã. Luís Ricardo fez boa jogada dentro da área, passou pela zaga e cruzou forte, praticamente um chute, que bateu no defensor do Sport e foi para as redes. Como se alguém se importasse com o gol contra. A festa foi ainda maior, pois deixava ainda mais perto o título.

Luís Ricardo fez o segundo gol e recebeu o
'carinho' do treinador Jorginho

A vitória, obviamente, garantia o objetivo da equipe, mas um empate já estava de bom tamanho e também confirmava o alvo final. Muito por conta disso, a equipe deu maiores brechas na zaga, que viu o Sport igualar novamente o marcador. No lance do empate, três atacantes do time pernambucano estavam na jogada dentro da área. Robston recebeu o passe e não jogou fora a chance, mandou para dentro das redes lusitanas.

Faltava apenas coroar o ano, e a Lusa fez isso nesta partida contra o Sport. O adversário trazia lembranças não muito boas, mas mesmo assim o empate em 2x2 deu o caneco ao time paulista, que está de volta à Série A após três anos, quando foi rebaixado com uma rodada de antecedência, justo em jogo contra o adversário de hoje. A taça ainda não foi levantada, pois não estava no Canindé (que falha da CBF!), mas a matemática já fez o papel de garantir a conquista.

Após a partida, o treinador Jorginho prometeu definir seu futuro e que tem 50% de chances de permanecer na equipe para a próxima temporada.


Fotos: Fernando Dantas / Ricardo Matsukawa