domingo, 6 de março de 2011

Tempos Difíceis no Atual Campeão Brasileiro

As coisas não andam boas pelos lados do Fluminense. Não falo apenas da má fase em campo, principalmente na Libertadores, até porque o campeonato estadual é a mesma coisa de se jogar contra um time sub-20. Outros fatores tem influenciado esse mau momento.


De certo que o que é mais visível e mais fácil de ser encontrado são os resultados dentro de campo não virem, mas isso é muito por conta da volta de contusão de Conca, que ainda precisa de ritmo de jogo. Sem ele o time não anda as jogadas não vêem, nem os resultados. Mas isso não é o principal problema.


Há pouco tempo o grande Jorge Kajuru soltou em seu programa “Kajuru sob controle” o que realmente ocorreu dentro das laranjeiras. O técnico Muricy Ramalho, turrão como sempre, se envolveu em uma briga com o principal investidor do clube, a UNIMED, parceira a tantos anos do time. O tal desentendimento foi com um dos grandes homens da empresa, onde os dois quase chegaram as vias de fato, por pouco não se atacaram fisicamente.


A demissão do vice-presidente nessa semana foi para encontrar uma forma de acalmar os ânimos e ‘esconder’ a verdadeira briga do treinador, afinal, fica estranho soltar a imprensa que o principal investidor e o técnico do time quase se bateram.


Caso o Fluminense não passe adiante para a fase eliminatória da Libertadores é muito provável que o Muricy seja demitido, o que seria um fato deprimente para a equipe, que perderia o seu principal ponto forte, este grande treinador. Quem pode se dar bem com toda essa história é o Santos, que precisa de um treinador e se o melhor técnico brasileiro estiver dando bobeira certamente correrá atrás para contar com o seu excelente trabalho.

Corinthians Volta ao Seu Devido Lugar

Estranho ver um time do interior líder do paulistão né? Pena que o Mirassol ficou apenas uma rodada na liderança, pois ontem empatou e hoje o Corinthians venceu o fraco Linense, voltando para a sua posição de verdade, a ponta da tabela. Parece loucura, mas o time do Parque São Jorge não vencia uma partida fora de casa há muito tempo, desde o brasileirão do ano passado quando venceu o Santo na Vila. Fim de mais um tabu.


O retorno de Bruno Cesar foi essencial para a vitória alvinegra. Mesmo em um mau momento o jogador parece que que resolveu acordar e novamente jogar um bom futebol com a camisa 10. Com o gramado em péssimo estado, o que é comum nesse paulista, o time teve problemas para criar jogadas, conseguiu, mas com uma grande barreira para os bons passes saírem dificulta as coisas. O primeiro gol foi marcado contra pelo zagueiro Bruno do Linense, depois do cruzamento de Alessandro. E a parte importante do primeiro tempo foi basicamente o gol.


Para liquidar a partida o novo fenômeno da camisa 9, Liédson, corintiana marcou de novo. E temos um novo artilheiro no estadual. Não é isolado, mas Liédson alcançou a marca de Elano, com 8 gols marcador até agora. É um retorno espetacular para o atacante, que ainda não ficou uma partida sequer sem marcar gols.


Pelo que vem jogado atualmente o Corinthians vacilou feio, pois conseguia tranquilamente passar pelo Tolima com essa equipe. Tudo bem, poderia não ser tão fácil, mas ao mais garra e vontade esse time de agora tem e contando com o artilheiro Liédson ninguém para o líder.

Fotos:  Celio Messias

quinta-feira, 3 de março de 2011

5x1 Enganoso!

Para quem viu apenas o resultado final da partida entre Palmeiras e Comercial – PI pensa que o time paulista dominou a partida do começo ao fim e a todo momento teve a vitória garantida, mas não foi desta forma. O clube alviverde jogava pelo empate, mas parecia que precisava a todo o momento do resultado, claro que jogando com um time de menor expressão isso é comum, mas não do jeito que aconteceu ontem.


Logo no início da partida o time da casa foi logo partindo pra cima, com o objetivo de resolver logo à parada e ficar tranquilo, podendo até pensar em testar algumas peças no decorrer da partida, porém, a forma com que atacava era completamente desorganizada. Ambos laterais subiam ao mesmo tempo, deixando a zaga aberta e, com a cobertura mal feita por Assunção e M. Araújo nesta partida, contribuíram para o sufoco de Danilo e T. Heleno. Sorte que Adriano, o Michael Jackson, estava em uma noite inspirada e fez apenas quatro gols, pouco para o astro da grande área palestrina.


O time piauiense não é dos piores tecnicamente, azar do Palmeiras. Quando descia para o ataque dava sufoco, não só pelo mau posicionamento dos palestrinos, mas também por terem uma certa habilidade, limitada, verdade, mas que é no nível de alguns times do campeonato paulista. Logo veremos alguns jogadores do Comercial em times medianos dos estaduais do Rio, São Paulo ou Minas Gerais.


Não da para pegarmos esta partida como exemplo futuro do time de Felipão, pois jogava com dois jogadores a mais e ainda teve problemas para decidir o jogo, mas quando fez um gol as coisas andaram. O esquema ainda tem problemas de posicionamento, principalmente na zaga, que apesar de ter tomado poucos gols no ano consegue traumatizar os torcedores. Ainda é esperado o camisa 9, mas no paulistão acredito que Adriano da conta do recado, mas não é o salvador da pátria, ou da grande área.

Destaque negativo da partida: o atacante Kléber Gladiador sentiu a parte posterior da coxa e deve desfalcar o time alviverde por cerca de dez dias. Se já era um sacrifício fazer gols imagina sem o melhor atacante.

terça-feira, 1 de março de 2011

9: Quem dera fosse só mais um número

E laiá viu, essa história do centro avante palmeirense pelo jeito ainda vai longe. O técnico Luiz Felipe Scolari vem pedindo a um bom tempo a diretoria alviverde este jogador, e desde a outra gestão não teve o seu pedido de compra confirmado e nem perto disso. Boatos e mais boatos rondam os cantos do CT da Barra Funda, mas nada de concreto apareceu.


Nesta tarde mais um nome foi adicionado à lista de aspirantes a vaga tão cobiçada pelo técnico pentacampeão. O jogador Ricardo Bueno, atualmente no Atlético – MG, surgiu como a ‘válvula de escape’ para a camisa 9, sendo viável economicamente ao clube, o que já não acontece com Wellington Paulista do Cruzeiro, pois o clube mineiro pediu alto na negociação, querendo o zagueiro Maurício Ramos em definitivo e o empréstimo até o fim do ano do jovem lateral Gabriel Silva.


Outros nomes bem mais famosos foram falados, como o de Adriano – sim, o das confusões – Luis Fabiano, que não seguirá no Sevilla por acreditar que seu período por lá já se encerrou, e até mesmo do Grafite, reserva do Luis na Copa da África.


De certo nessa história só duas coisas. A camisa 9 ainda precisa de um dono a altura do nome e da história do Palmeiras. E que o Felipão já perdeu a paciência com essas diretorias do Palmeiras, tanto a anterior e ainda mais com a atual, que visa reduzir gastos, mas pelo jeito a coisa não vai bem se seguir por este rumo.