sábado, 29 de outubro de 2011

A dois passos do caneco

Com a vaga na próxima Série A garantida, a Portuguesa buscava se aproximar do título da segunda divisão ao receber a Ponte Preta, vice-líder, em pleno Canindé. Em noite de Ananias, que fez os dois gols do jogo, mais uma vitória veio e a alegria da torcida foi assegurada.


A torcida já encarava o jogo como uma festa antes de seu começo e o time aproveitou o embalo e foi pra cima dos campineiros. Edno estava querendo jogo. Se deslocava por todo ataque, uma hora caindo pela direita e noutra pela esquerda. E foi em um destas caídas pelo lado canhoto que originou o gol que abriu o marcador.

Marcado por um defensor, Edno teve espaço para ir ao fundo e cruzar milimetricamente na pequena área, onde estava o pequeno Ananias, que cabeceou a queima luvas, sem chance para Julio César. O camisa nove mostrou que um time campeão precisa ter um artilheiro que faz a diferença.

O primeiro gol veio aos dezessete minutos da etapa inicial e apenas mais sete voltas do relógio mais tarde a Lusa, ou melhor, Ananias ampliou o placar. Falta no canto esquerdo. Marco Antônio na bola e ela levantada na área. A defesa tirou mal e Ananias aproveitou a sobra para tocar de bico no canto direito do gol. Mais festa para a torcida lusitana.


Na etapa final o time só manteve a vitória, administrando o resultado. Mas teve momento de pressão, até que Lúcio Flávio, após falta do mesmo lado esquerdo, desviou de cabeça para o gol de honra da Ponte.

A vitória deixa a Portuguesa treze pontos à frente do segundo colocado, a própria Ponte, que apesar da derrota segue na mesma. Faltam cinco jogos para o fim do campeonato e quinze pontos estão na disputa, com mais uma vitória, ou dois empates, o time paulista assegura a conquista da segunda divisão do nacional, coroando o ótimo ano de 2011 que teve.


Fotos: Miguel Schincariol / Fernando Dantas

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O último absolutista

Após o torcedor são paulino se acostumar com grandes conquistas, a partir da Libertadores e Mundial de 2005, alimentado com o tricampeonato brasileiro (06, 07 e 08), vive agora apenas da torcida pela classificação para a Libertadores, algo que não vem a um ano, desde que foi eliminado nas semifinais em 2010 para o Inter. E qual o principal motivo desta queda brusca da equipe? Mau planejamento dos dirigentes.

Com um bom elenco em mãos, os mandatários vem pecando na contratação e manutenção de treinadores. Após demitir Muricy, apenas Ricardo Gomes teve tempo para desenvolver seu trabalho e mesmo assim caiu sem grandes fracassos ou erros grotescos, como a de seus superiores.

Ou seria apenas ‘de seu superior’? Há pouco tempo o São Paulo lançou o seu filme intitulado “Soberano”, mas que na verdade retrata a figura de Juvenal Juvêncio no clube. Há cinco anos ele é o presidente, mas desde 2003 até assumir o cargo máximo atuou como diretor de futebol. Não esqueçamos que de 88 a 90 ele havia tido sua primeira passagem na presidência. Com tanto tempo e conquistas, será que Juvenal não vê que apenas arranha a imagem que deixou do São Paulo?


Em sua direção (contando a época de diretor de futebol) o time saiu de 3ª força do estado para o maior time do Brasil, considerado exemplo de organização, infraestrutura e base para jogadores e do treinador. Além de assegurar a execução do trabalho destes sem pressão. Entretanto, com a saída de Muricy (outro erro do presidente, se não o maior) tudo desandou. Diversos profissionais exemplares foram deixando o clube, que hoje tem apenas ‘Juju’ (como é carinhosa e ironicamente chamado pela imprensa paulista) como homem de opinião forte.

Nesta semana o mandatário ainda declarou à Rádio Bandeirantes que o clube ‘ainda depende de seus serviços e que os são paulinos rezam para ele’. Claro que rezam para ele, mas para Juvenal sair do controle total que exerce sobre a instituição. Com tantos erros, a única coisa que ele poderia fazer para o bem do São Paulo é largar a mão do ‘osso’, sair de vez. Afinal, praticamente todos os ditadores saíram do comando dos clubes (Dualib, Mustafá, Eurico) e quem resiste e quer manter este mal é apenas Juvenal Juvêncio.


Estreia para lá de esquecível

O principal motivo da contratação do treinador Leão foi por ele ser um líder turrão e que daria um choque no elenco são paulino. Mas pelo que vimos na estreia do novo treinador, isso ainda não aconteceu. Tendo o placar a seu favor, o time foi encarar o Libertad fora de casa, precisando apenas do empate para passar de fase. Porém, o que trouxe na bagagem foi uma derrota e a eliminação da Sul-Americana.

O time começou sendo pressionado, comum pela situação do adversário. E não demorou muito para estar atrás no placar. Luis Fabiano fez pênalti infantil, tentou argumentar com o juiz e levou o amarelo. Na cobrança, Aquino bateu no meio e fez. A partir daí a equipe brasileira buscou mais a ofensiva, chegando a bater na grave no chute de Piris, mas não conseguia mudar o placar.


Se não conseguia, o Libertad fez o seu papel e ampliou o marcador. Em jogada que começou no lado direito da intermediária, Nuñes, lançado em posição duvidosa, invadiu a área e chutou forte, sem chances para Ceni. 2x0 e nada mais mudou. Não mesmo, pois a arbitragem anulou um gol do São Paulo, marcado de cabeça por Rhodolfo. Depois disso, Ceni sentiu dores e foi substituído por Denis.

Para o próximo jogo do brasileiro, contra o Vasco fora de casa, o novo treinador do tricolor paulista não conta com Dagoberto, suspenso, Luis Fabiano, machucado. Rogério ainda é dúvida, mas não descarta ficar de fora deste jogo. Vida fácil a do Leão. Mal chegou e já tem uma pedreira pela frente.


Foto: EFE

Cadê a grande regularidade do Bota?

O Botafogo esta perdendo a sua principal arma nesta reta final do brasileiro, a regularidade. Mesmo não tendo grandes arrancadas como seus rivais, o time chegou e se manteve no grupo de cima da tabela por conquistar boa média de pontos. Mas o que se viu nas ultimas rodadas quebra com essa teoria.

Nesta terça feira, jogando contra o Santa Fé pela Sul-Americana, ficou claro esta queda. O time não estava completo, por opção técnica, mas tinha seis dos titulares no gramado. O resultado foi desanimador e eliminou o time da estrela solitária da competição. Pior que isso, foi vergonhoso. Levar 4x0, apesar do mistão e do desentrosamento é inadmissível.


Voltando ao brasileiro, alguns dos últimos resultados não são muito animadores, mesmo com boas atuações em campo, mas não obtendo vitórias ‘chaves’. Foram oito pontos conquistados dos últimos dezoito em luta. Contra o Corinthians a melhor apresentação, vitória fora de casa por 2x0, jogando bem. Obteve dois empates, contra o São Paulo e Bahia, quando teve domínio para conseguir as vitórias, mas escorregou e sofreu os empates.

Enfrentando o Atlético-PR na Arena da Baixada jogo tranquilo, vitória fora por 2x0. Foram outros dois jogos como visitante, e derrotas para o Avaí e Atlético-GO. Com um futebol melhor, mais vistoso que o dos adversários, faltou eficiência para o alvinegro. Em Santa Catarina foi a principal mostra disso, já que em Goiânia o time foi irreconhecível. A equipe tinha tudo em mãos para vencer, estava com 1x0 no placar, mas sofreu a virada, teve jogador expulso e dificultou para obter os três pontos.

Se o objetivo da equipe é o título, derrotas como a fora coCntra os avaianos não podem acontecer. Já disse, não foi um tropeço, entretanto, é esperado algo a mais de um grupo de jogadores campeão e isso vem faltando ao Bota.


Foto: AFP