O Corinthians bem que tentou, mas se igualou em campo com o Emelec no Equador na
primeira partida das oitavas de final da Libertadores da América. Com 10
jogadores em quase todo o segundo tempo, o time brasileiro não levou sustos,
mas também não fez a defesa anfitriã trabalhar, mantendo o placar do jogo
intacto.
A partida de volta acontecerá na quarta-feira da próxima
semana, no Pacaembu. Nesta partida, o Corinthians não contará com Jorge
Henrique, que foi expulso, e precisa de uma vitória simples para seguir na
competição sul-americana. Caso repita o 0x0, a partida irá para os pênaltis e
qualquer empate com gols classifica o Emelec.
Foto: AP
O jogo
O clima era para uma partida dura, mas no começo o
Corinthians segurava bem o Emelec, que não colocou em prática um clima de
guerra. Sem perigos atrás, o alvinegro tentava só que não estava bem no ataque.
Sem Liédson, que nem viajou para o Equador, Tite colocou Willian à frente, ajudado
por Jorge Henrique e Emerson.
E as melhores chances apareceram com o número onze, em chute
colocado que passou perto do gol, e duas vezes com William, primeiro de cabeça
e depois em arremate desviado para escanteio. Emerson foi o jogador que mais
procurou jogo no primeiro tempo, mas teve dificuldades em passar da zaga e da
marcação do juiz.
O árbitro José Hernando Buitrago mostrou desde o começo sua deficiência
técnica, errando faltas simples e demonstrando estar pressionado pela torcida azul.
Jorge Henrique comprovou isso na saída para o intervalo, quando declarou que ele
era “muito fraco e caseiro”.
Se já estava insatisfeito com o homem do apito, Jorge
Henrique ficou ainda mais após receber o segundo cartão amarelo, ao fazer falta
no meio campo, e ser expulso. A partida foi um show de cartões para o
Corinthians, sete ao todo, sendo alguns deles por reclamações desnecessárias.
Aos 7 minutos do segundo tempo Jorge Henrique recebeu o segundo amarelo e foi expulso.
Foto: AP
O Corinthians estava tenso, caindo na pilha do adversário, o
que explica as reclamações dos jogadores brasileiros. Em falta que era a favor
do Corinthians e o juiz deu para o Emelec, Cássio pediu três, mas foram dois homens
na barreira. Na cobrança um canudo acertou o travessão e assustou os alvinegros.
Cássio ainda trabalhou no chute de Mena a queima roupa da
entrada da área, espalmando o perigo, garantindo o empate e ganhando a
confiança do treinador e da torcida. No lance seguinte o Corinthians tentou um
último ataque em chute de Alex que foi por cima do gol e manteve o placar
zerado.
O blog apresenta mais uma entrevista, a primeira na área política. O entrevistado da vez é o Deputado Estadual pelo Psol (Partido Socialismo e Liberdade) de São Paulo, Carlos Giannazi, que participou do 2º Encontro de Blogueiros e Redes Sociais do Alto Tietê na mesa de tema "Direitos humanos na rede", defendendo os direitos dos homossexuais e da criminalização da homofobia.
Giannazi é mestre em educação e doutor em história econômica, além de professor do ensino público. É membro titular da Comissão de Educação da ALESP (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo), além de coordenar as Frentes Parlamentares em defesa da escola pública e da diversidade (Fonte: site do parlamentar). Neste ano foi escolhido por seu partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro. Confira abaixo a entrevista com o Deputado.
Arthur Stabile: Carlos, qual a carência da educação do estado de São
Paulo?
Carlos Giannazi: A educação precisa de mais investimento principalmente
no magistério estadual. O magistério hoje não tem uma carreira adequada. O
magistério do estado de São Paulo tem um dos piores salários da federação. Ao
mesmo tempo que é o estado mais rico da federação, é um dos estados que menos
investe na valorização do magistério, então os salários são aviltantes e
baixíssimos. Sem contar que não há investimento em formação continuada dos
professores, não há investimento na infraestrutura das nossas escolas. As
escolas estaduais estão sucateadas, degradadas, com superlotação de salas. Nós
temos o drama da violência nas escolas e a aprovação automática. Então essas
são as principais carências hoje da educação estadual.
AS: Muito se diz sobre a falta de interesse dos alunos em
aprender. Como mudar este quadro?
CG: Falta de interesse vem na verdade da própria forma como
a educação está organizada. É uma escola que não atende as necessidades e dos
alunos, porque ela não tem estrutura. Hoje na rede estadual nós não temos salas
de informática, nós não temos bibliotecas, nós temos também uma grade
curricular que não atrai o aluno, não interessa ao aluno. Então essa falta de
investimento na educação acaba desinteressando o próprio aluno.
AS: A mudança dessas matérias seria uma possível solução?
CG: Sem dúvida. A mudança das matérias, como nós já
conseguimos algumas. Nós conseguimos trazer a volta da filosofia, a sociologia,
o ensino de música agora é uma área obrigatória nas nossas escolas do ensino
fundamental. Isso ajuda muito, mas não basta. Nós temos que romper com a
estrutura autoritária das escolas e conectar a escola ao mundo real, porque
hoje a escola vive num outro planeta. Nós estamos no século 21 e a escola é do
século 19 ainda.
AS: O MST tem feito recentemente algumas ocupações por todo
o país. Essas ações são boas ou ruins para a sociedade?
CG: Elas são importantes porque as ocupações feitas pelo MST
(Movimento Sem Terra) denunciam que no Brasil não tem reforma agrária, que precisa
efetivar a reforma agrária e o Brasil não faz isso, porque hoje é governado por
grandes latifundiários. O José Sarney é dono de metade do Maranhão, nós temos
grandes latifundiários no poder, então o MST é um grito. Um grito de denúncia e
de anúncio também, que o país tem que fazer a reforma agrária. O Brasil é um
dos últimos países do mundo que não fez ainda a reforma agrária. Todos os países
do mundo capitalista já fizeram e o nós temos que fazer. O MST tem uma função
importante no Brasil. Existe muito estigma contra o MST, da mídia, dos setores
conservadores. Mas se o MST não existisse nós não teríamos hoje os
assentamentos que foram realizados e o mínimo de investimento nessa área.
AS: Como o senhor classifica a decisão do STF (Supremo
Tribunal Federal) em liberar o aborto para os bebês anencéfalos?
CG: Acho uma decisão tardia. Isso deveria estar acontecendo milhões
de anos atrás no Brasil, porque imagina, é um absurdo que uma mulher tenha que conviver
com este drama. Só defende o contrário quem nunca passou por uma situação,
porque eu duvido que uma mulher que esteja nessa situação se posicione contra
essa decisão do supremo. É coisa de sadismo ouvir pessoas de um movimento, um
movimento pequeno, insignificante, se pondo contra a decisão do Supremo Tribunal
Federal. Eu fico pensando como que uma pessoa defende uma proposta como esta e
defende uma situação que não é pra ela, porque mesmo uma mulher que é contra
ela está defendendo uma situação para uma outra mulher. Eu acho que foi uma
decisão acertada, porém tardia. O Brasil já devia ter feito isso muitos anos
atrás.
AS: Quais os resultados das ações da PM como a realizada no
Pinheirinho?
CG: A polícia militar hoje está toda orientada como aparelho
repressor do estado para reprimir qualquer tipo de movimentação social.
Qualquer movimento que conteste a ordem vigente, sobretudo setores do poder econômico,
será reprimido pelo aparelho de repressão do estado que é representado pela tropa
de choque da polícia militar. É a criminalização dos movimentos populares e
sociais.
AS: E a operação na Cracolândia?
CG: A questão da Cracolândia é questão de saúde pública. A
questão policial ali tem que se restringir ao combate ao tráfico, ou seja, a
polícia tem que destruir a fonte de financiamento do tráfico e prender os
traficantes. Agora, as pessoas que estão lá na rua, na sarjeta, são pessoas
dependentes de drogas, são dependentes químicos e devem ser tratados. A polícia
tem uma função importante, mas para combater o tráfico e não espancar e
reprimir aquelas pessoas que já estão espancadas socialmente.
Político foi escolhido pelo Psol para disputar as eleições da prefeitura de São Paulo em 2012 (Foto: PsolSP)
AS: De que forma as greves contribuem para a sociedade?
CG: A greve é um instrumento legítimo dos trabalhadores. É um
instrumento garantido pela constituição federal. É o último recurso que o
trabalhador utiliza quando o seu salário é rochado (sic), quando as condições
de trabalho são extremamente precarizadas, quando o patrão não negocia. É a única
forma que ele tem. Então ela é importante. É um instrumento de luta, é um instrumento
democrático que tem que ser utilizado no momento certo.
AS: Falando das mídias, até onde vai a influência dos
governos municipais, estaduais e federal na mídia brasileira?
CG: Eles compactuam na verdade. A mídia muitas vezes está a
serviço dos governos e os governos a serviço da mídia. Tanto é que nós não temos
um marco regulatório. Hoje a grande imprensa não é democrática. Nós não tivemos
ainda a democratização dos meios de comunicação porque a mídia está hoje a
serviço do poder econômico e dos governos, todos eles, principalmente governos
conservadores.
AS: Qual a importância da internet, das mídias digitais e
dos blogs para a mudança desse quadro?
CG: A internet é um espaço importante que deve ser ocupado
pela população e pelos movimentos sociais. É o único espaço de mídia que nós temos
que não foi ainda totalmente cooptado e apoderado pelos grandes meios de
comunicação e pelo poder econômico. Então ela é um espaço que nós possamos
fazer uma grande mudança no Brasil e no mundo.
AS: Você é pré-candidato à prefeitura de São Paulo. Como
você analisaria o atual quadro político para as eleições de outubro?
CG: Nós temos em São Paulo a falsa polarização entre o PSDB
e o PT, que são partidos da ordem, são as duas faces da mesma moeda. E ao mesmo
tempo nós temos os partidos que são aliados e satélites dessas duas legendas. Nós
vamos romper a polarização. Nós vamos colocar o dedo na ferida, dizer verdades,
vamos tocar em pontos centrais da crise da cidade de São Paulo, que tem a ver
com a especulação imobiliária, ainda que representa os interesses das
empreiteiras. Todos os partidos estão comprometidos com a especulação, com as
grandes construtoras/empreiteiras. Nós do Psol vamos fazer uma campanha polêmica,
vamos fazer sangrar nessa campanha, porque vai ser o único partido que vai
tocar nos pontos centrais da crise de São Paulo.
AS: Como você classificaria as prévias para a escolha do
candidato José Serra pelo PSDB?
CG: Foi uma farsa. Uma previa para inglês ver. Porque todos nós sabíamos que o Serra ia
ganhar, que ele domina a maquina partidária. Já havia um pré-acordo para que
isso acontecesse. Então foi uma previa para dizer que o PSDB é democrático, faz
prévias, mas foi uma previa para a televisão apenas.
AS: O apoio de Lula à Haddad dá força ao candidato ou foi
uma escolha errada do PT?
CG: Sem o Lula o Haddad não existe. O Haddad é uma criação
do Lula, vontade dele, um capricho do Lula. Então se o Lula não bancar a
campanha dele, politicamente falando, ele (Haddad) não tem a mínima condição.
Eu acho que ele foi imposto de cima para baixo. Isso também rompe o discurso de
que o PT é um partido democrático. E isso é ruim para o PT... É péssimo.
A primeira semifinal do campeonato paulista definiu o Santos
como o primeiro time na disputa pelo título. A vitória por 3x1 teve como
protagonista o atacante Neymar, que marcou os três gols do time alvinegro, que jogou
de azul, contra o São Paulo fora de casa.
O time praiano enfrentará Guarani ou Ponte Preta na final do
estadual, em partidas de ida e volta que serão disputadas nos próximos
domingos, 6 de maio e 13 de maio, às 16 horas. Entre as partidas da final, no
dia 10 o Santos tem duelo decisivo contra o Bolívar na Vila Belmiro, precisando
vencer por 1x0 ou dois gols de diferença para seguir na competição.
Foto: Terra
O jogo
A maior parte dos 47 mil torcedores que foram ao Morumbi esperavam
e torciam pela vitória do time da casa. Nas quartas de final o tricolor havia
goleado o Bragantino e estava confiante. O Santos, dividido entre o paulista e
a Libertadores, preferiu colocar a maior parte de titulares no gramado buscando
a final.
Sem Luís Fabiano, o técnico Emerson Leão promoveu a entrada
de William José, mantendo o esquema tático da equipe, que contava com Piris para
marcar a joia santista. Porém o camisa 11 não se intimidou com a forte marcação
e logo abriu o placar.
A jogada teve início nos seus pés e terminou em seu gol
antes dos cinco minutos de jogo. Alan Kardec invadiu a área e foi derrubado
pelo zagueiro Paulo Miranda, sendo marcada a penalidade. Na cobrança Neymar
mandou forte no canto superior esquerdo e anotou seu 100° gol com a camisa do
Santos.
Mesmo à frente do placar, o jogo não estava no comando do
Santos. Os donos da casa possuíam maior posse de bola e avançavam ao gol
defendido por Rafael, que não teve dificuldades no primeiro tempo. Os
visitantes contavam com a velocidade na roubada de bola para contra atacar.
Comemoração do terceiro gol santista, que contou com falha do goleiro Denis. Foto: Terra
Foi em uma jogada deste tipo que Neymar marcou seu segundo e
o segundo do Santos. Rhodolfo afastou mal a bola, que ficou com o atacante do
alvinegro, que avançou com ela dominada da intermediária até invadir a área e
tocar no canto esquerdo de Denis.
Já no segundo tempo, aos 18 minutos William José recebeu
impedido na grande área, dominou, limpou do zagueiro e mandou para as redes,
reascendendo a partida e a torcida no Morumbi.
Mas o dia era mesmo de Neymar. A partida estava em aberto
quando Léo tocou para ele na entrada da área. O atacante deixou a gorduchinha
correr, se aprontou e disparou o chute, contando com a falha de Denis para
definir o jogo. Com este, Neymar alcançou 102 gols pelo Santos, sendo o
terceiro maior artilheiro do Santos pós-Pelé.
O técnico Pep Guardiola anunciou nesta sexta-feira que não
renovará seu contrato e irá deixar o Barcelona no final da temporada. Em
entrevista coletiva o treinador confirmou sua saída após 13 títulos com a
equipe azul-grená, que será comandada pelo antigo assistente de Pep, Tito
Vilanova.
Ao lado do presidente Sandro Rosell e do diretor esportivo
Zubizarreta, Guardiola explicou os motivos de sua escolha. “Quatro anos no banco do Barcelona é uma
eternidade. Eu preciso descansar. A exigência foi muito alta e o treinador tem
que ser muito forte. Tenho que recuperar a paixão no primeiro ano. O culpado? O
tempo”, disse.
Foto: AFP
Durante toda a semana a imprensa espanhola especulava sua despedida,
principalmente após a sequência de derrotas e a eliminação para o Chelsea na
Liga dos Campeões. Porém, a decisão havia sido tomada e informada à diretoria
do Barça no final de dezembro, sendo que os dirigentes catalães tentaram fazer o
treinador mudar de ideia, mas sem sucesso. “A esperança é a última coisa que
perdemos nessa vida”, declarou o presidente Sandro Roselle, que o
agradeceu por ter sido o “melhor treinador da história do clube”.
Guardiola assumiu o cargo em 2008,
alcançando a marca de 13 títulos conquistados em 19 possíveis, sendo que dois
deles ainda estão acontecendo. “Sei que o Barça é um lugar privilegiado, mas
acho que consegui cumprir meu papel. Quero agradecer aos jogadores que tornaram
realidade aquilo que havíamos imaginado”, afirmou na coletiva, que contou com a
presença de Puyol, Xavi, Iniesta, Valdés, Piqué e Fàbregas.
Para a próxima temporada o auxiliar Tito Vilanova assumirá o
cargo deixado por Pep, sendo sua primeira experiência como treinador de um time
principal. Tito já virou alvo da rivalidade entre Barcelona e Real Madrid, pois
em agosto do ano passado foi vítima de uma dedada no olho do técnico merengue
José Mourinho.
Confira as conquistas de Guardiola no comando do Barcelona:
2 Ligas dos Campeões (2009 e 2011) 2 Mundiais Interclubes (2009 e 2011) 2 Supercopas da Europa (2009 e 2011) 3 campeonatos espanhóis (2009, 2010 e 2011) 3 Supercopas da Espanha (2009, 2012 e 2011) 1 Copa do Rei (2009)