domingo, 26 de junho de 2011

Outro alemão fominha...

O GP da Europa, na Espanha, foi o sétimo na temporada da Fórmula um deste ano. Tente imaginar e acertar que piloto foi o pole position. Não tem erro. O alemão Sebastian Vettel, sucessor à altura de Schumi para o país e para a categoria. E que categoria a do jovem, que largou na frente e desfilou com seu carro pelas muitas curvas da também jovem pista de Valência, desde 2008 no calendário da elite automobilística.


Antes da corrida uma decisão da FIA agitou o paddock. A entidade máxima decidiu que o mapeamento do motor dos carros não poderia mais ser alterado no intervalo entre o treino e a corrida. Para facilitar o entendimento: o mapeamento serve para definir o quanto de gasolina seria gasto e também mantinha a aceleração do motor, sendo possível reduzir a potencia e frear o carro de outra forma.

O ponto é que um mapeamento era voltado para os treinos e outro para a corrida, por isso a FIA definiu este reajuste ilegal, voltando da forma usada anteriormente, possibilitando assim uma maior ‘igualdade entre as escuderias’. O objetivo claro era acabar com a supremacia da RBR. Se este era o alvo então ele foi mirado e alvejado muito mal. Já no treino classificatório Vettel conseguiu a primeira posição e mostrou que o carro da Red Bull não será passado para trás tão facilmente.

Polemicas à parte, vamos para a corrida. Na largada um ponto positivo para os brasileiros: Massa largou muito bem, deixou a sua 5ª posição para Hamilton, chegou a ficar em 3º e foi para cima de Webber, mas tomou uma fechada e ainda foi ultrapassado por Alonso. Na quarta posição o brasileiro estava mais rápido que Alonso e foi assim por algum tempo até ser apertado pelo ‘garoto problema’ da McLaren. Rubens Barrichello também começou bem a corrida e ganhou uma posição.


Button, vencedor da ultima corrida, não passou de coadjuvante desta vez. Fez apresentação apagada e sem surpresas ou destaques positivos ou negativos. Seguiu sozinho na pista e terminou na sexta posição.

Hamilton, seu companheiro seguiu a mesma estratégia, não apareceu muito no decorrer da corrida. No começo se aventurou contra Massa, sem sucesso. Passou o brasileiro, não na pista, e sim na estratégia das paradas. Quando o brasileiro ia dar o troco mais um papelão da Ferrari: na troca de pneus o traseiro esquerdo resolveu não sair, atrasando a troca e colocando cinco segundos na conta de Felipe.

Parece complicado para o piloto da Ferrari ter bons resultados neste ano. Na corrida em que o brasileiro vai bem surge algum problema na troca de pneus para dificultar a sua vida. Isso quando ele não esta em um mal dia e erra por conta própria ou por culpa de outro piloto, como Karthikeyan, que já fez Massa bater, mesmo o indiano sendo retardatário.

Webber e Alonso fizeram a disputa mais importante da corrida, valendo a vice-liderança. Finalmente a Ferrari foi superior e conseguiu barrar a RBR, não a vitória, mas uma nova dobradinha.

No fim nem Alonso nem a mudança da FIA fizeram com que Vettel largasse o osso. É a sexta vitória do Alemão no ano e se distancia cada vez mais do segundo colocado no campeonato. A RBR segue igual a seu piloto: firme na liderança, porém, na de construtores.


A próxima corrida acontecerá daqui duas semanas em Silverstone, em um dos circuitos mais antigos e clássicos da categoria.


RESULTADO GP EUROPA:


1º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 
2º Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 
3º Mark Webber (AUS/Red Bull) 
4º Lewis Hamilton (ING/McLaren) 
5º Felipe Massa (BRA/Ferrari) 
6º Jenson Button (ING/McLaren) 
7º Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 
8º Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) 
9º Adrian Sutil (ALE/Force India) 
10º Nick Heidfeld (ALE/Lotus-Renault) 
11º Sergio Pérez (MEX/Sauber) 
12º Rubens Barrichello (BRA/Williams) 
13º Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso) 
14º Paul di Resta (ESC/Force India) 
15º Vitaly Petrov (RUS/Lotus-Renault) 
16º Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) 
17º Michael Schumacher (ALE/Mercedes) 
18º Pastor Maldonado (VEN/Williams) 
19º Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus) 
20º Jarno Trulli (ITA/Team Lotus) 
21º Timo Glock (ALE/ Virgin) 
22º Jérome D'Ambrosio (BEL/Virgin) 
23º Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania) 
24º Narain Karthikeyan (IND/Hispania)



VOLTA MAIS RÁPIDA
Sebastian Vettel (ALE) Red Bull-Renault - 1m41s852, na 53ª

Fotos: Reuters / Getty images 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tri na raça!

Marcada na história. Nada explicava melhor a noite de ontem para os brasileiros, não somente santistas. Pela segunda vez decidindo o título Sul-Americano depois da era Pelé, que venceu duas vezes o torneio, o Santos de Neymar, Ganso e Muricy tinha a missão de trazer estas conquistas para o presente e marcar uma nova geração.


Mas não tão era fácil assim. O adversário era um dos piores possíveis: o Peñarol, time retranqueiro, de jogo fechado e assustava nas poucas chances que tinha. No primeiro jogo lá no Uruguai isso ficou claro, quando os brasileiros tiveram alguns momentos complicados, porém, que não foram devidamente aproveitados pelos donos da casa, que, obrigados, deixaram para fazer o resultado aqui no Brasil.

Tarefa ingrata, não? E para piorar a equipe praiana estava devendo este titulo para sua torcida. Em 2003, jogando contra o Boca Junior, foi derrotado e frustrou todos nós que esperávamos grandes vitórias da geração Diego e Robinho, mas que ficou na vontade. Agora era a geração Neymar e Ganso que tinha este alvo.

Mas temos que lembrar: o Santos só chegou a final da Libertadores graças a Muricy Ramalho. Na primeira fase os resultados não estavam vindo, alguns jornalistas brasileiros já o tiravam da competição antecipadamente. Até que o técnico tetracampeão brasileiro chegou e mudou o astral dou time e sua forma de jogo, ensinando a seus jogadores a marcar. E deu resultado. Conseguiu a classificação na bacia das almas e depois disso o time só se fortaleceu.

O título paulista também deu animo. A sede por conquistas havia sido temporariamente encerrada, deixando todos mais tranquilos e focados para buscar o alvo do semestre e de quase 50 anos: o ponto mais alto da América.

E de praxe em toda final, antes da partida todos ansiosos, mas confiantes que o título ficaria em terras brasileiras. Saída de bola do Peñarol e vamos para o jogo!


Os times começaram se estudando um pouco, com o Santos mais a frente, tentando colocar em pratica seu jogo de rodar a bola e encontrar boas jogadas. E conseguiu. Os uruguaios estavam receosos e resolveram jogar no erro dos brasileiros. E deram sorte, pois Arouca não fez um primeiro tempo bom, errou muitos passes e deu algumas jogadas para o adversário.

A melhor chance da etapa inicial foi alvinegra, claro. Em batida de falta Elano focou o canto do goleiro e enfiou a bola no ângulo. Sosa se esticou todo para evitar o gol santista e fez a melhor defesa da partida. Pouco antes disso Durval também teve sua chance, concluindo de cabeça bola cruzada na área, entretanto, errou o gol.

Pelo lado amarelo e preto a melhor jogada foi de Martinuccio, que recebeu bola na pequena área e estava impedido no lance, o bandeira não deu, mas Rafael conteve o cruzamento do atacante argentino. Estavam então reservadas para a segunda etapa as jogadas decisivas da partida e de todo um trabalho.

Ambos mantiveram as mesmas equipes, voltando com o mesmo modo de jogo. Porém, o Santos não quis esperar mito para dar alegria para sua torcida. No segundo minuto Arouca arrancou com a bola do meio campo, deixou cinco jogadores para trás e rolou para Neymar na grande área. O atacante então fez o que disse no twitter pouco antes do jogo: fez história. E o primeiro gol do jogo, jogando no canto esquerdo baixo do gol.


Então o Peñarol viu que precisava ir além do seu limite e resolveu sair mais para jogo, buscando mais as brechas dos defensores santistas. E claro, saindo mais do seu campo defensivo o time deixou espaços na defesa. Demorou um pouco, porem o Santos soube aproveitar isso. Elano estava com a bola no meio do campo ofensivo e viu Danilo livre pela direita, não pensou duas vezes e mandou para o lateral.

Elano deve ter pensado na seguinte jogada: bola na área e Zé Eduardo ou Neymar marcam o segundo. Pensou corretamente, mas o jovem jogador da Sub-20 foi além e resolveu tudo sozinho. Recebeu a bola na ponta da área, cortou para dentro, adiantou um pouco a bola e tirou ela do goleiro, colocando no mesmo canto esquerdo inferior do primeiro gol. Placar ampliado e a certeza do título havia alcançado a torcida, quer dizer, o mar branco do Pacaembu, da Vila Belmiro e dos sofás de casa.

Por incrível que pareça problemas ainda viriam. Léo pediu passa sair, pois seus 35 anos pesaram na decisão. Em seu lugar entrou Alex Sandro e a emoção novamente estava no gramado. O lateral é um ótimo apoiador do ataque, mas deixa muito espaço em suas costas para os jogadores adversários jogaram. E foi exatamente ali onde nasceu o gol uruguaio. Livre o atacante do Peñarol cruzou a bola na área e Durval cortou mal, mandando para as próprias redes. 2x1 e mais quinze minutos de jogo.

No momento em que mais precisava conter o jogo Ganso estava lá. Sua frieza e tranquilidade impressionam, pois quando recebeu a bola soube exatamente o que fazer: deixar o tempo correr e aproximar o titulo das mãos do capitão Edu Dracena. O apito do juiz deu fim ao pequeno sofrimento santista e a espera de gerações por este troféu.


A festa reinou nas arquibancadas do Pacaembu, enquanto o UFC durou alguns instantes no gramado, graças à imensa sabedoria de não saber perder dos uruguaios. Fizeram uma excelente Libertadores, porém, não souberam reconhecer quando foram meros coadjuvantes na conquista do Santos.

Deixando isso de lado, Neymar, Ganso e Muricy mostraram do que são capaz. O treinador reajustou esta equipe, tirou o favoritismo do papel e colocou em campo. Neymar foi o homem do ataque e será por muito tempo, no Santos e na Seleção. O Ganso voltou neste jogo ao gramado e parecia estar jogando desde a primeira partida do ano, contribuindo de maneira única para a criação de jogadas.

Este foi o décimo quinto titulo brasileiro na Libertadores. O tricampeonato santista. Pelé estava no estádio em todos eles, nos primeiro no banco de reservas, por estar lesionado. No segundo foi o homem do jogo fazendo dois gols. Agora no terceiro a pior forma de acompanhar a partida: no camarote sem poder fazer a diferença.


Com este título Pelé parecia ter sido libertado. A conquista mostrou para o craque e para todos nós que o Santos não é o time viúvo do craque da Copa de 70 e sim o time dos garotos da Vila. Jovens que sempre surgem para seguir a história deste clube quase centenário.

Fotos: Ivan Sorti / Eduardo Viana / Ari Ferreira

terça-feira, 21 de junho de 2011

Garra e superação, este era o Palmeiras de 99

Há doze anos um time chegava no ápice do continente Sul-Americano. O Palmeiras conquistava a Libertadores da América pela primeira vez e marcava de vez na história o grande elenco que tinha, além de por definitivamente em evidência São Marcos e o treinador Luis Felipe Scolari.

De pé: Felipão, Marcos, Arce, Rogério, Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior.
Agachados: Paulo Nunes, César Sampaio, Oséias, Alex e Zinho.

Como dizem: todo bom time começa com um bom goleiro, bom não, excelente! Nesta competição Marcos surgiu como revelação e não saiu mais do time palmeirense. O camisa 12 entrou na vaga do experiente Velloso, que se machucou ainda na primeira fase,

A trajetória na competição passou longe de ser tranquila. Logo na primeira fase o grupo do alviverde contava com o bom time do Cerro Porteño, o paraguaio Olímpia e para fechar somente o arquirrival Corinthians vinha pela frente. Mesmo no grupo da morte o time passou.  Nos confrontos com o rival venceu o primeiro e perdeu na volta. E este confronto ainda iria mexer com o coração de palmeirenses e corinthianos na fase de mata-mata do campeonato continental.

A estreia foi justamente contra os alvinegros do parque São Jorge. O jogo foi no Morumbi e previa a emoção das quartas-de-final disputada entre os dois times. E o gol teimava em não sair, para os dois lados, até que surge uma falta, tiro livre indireto dentro da área para o Palmeiras. Naquela época, assim como hoje, falta para o time verde é sinal de perigo certo. 

Se na fase atual Marcos Assunção cria problemas para os goleiros naquela época o lateral paraguaio Arce era o protagonista das bolas paradas. Sem piedade da barreira adversária, que contava com seis jogadores, o camisa 2 enfiou o pé e destinou a bomba na rede do gol defendido por Dida. Mesmo com o paredão branco em sua frente Arce garantiu a estreia vitoriosa para a parte verde do clássico.


Nos demais jogos da primeira fase o time não teve grandes dificuldades em garantir a classificação. Foram mais duas vitórias, a principal sobre o Cerro Porteño, quando jogou no Paraguai e aplicou 5x2 nos donos da casa. Empatou um jogo, em casa com o Olímpia, mas teve gosto de derrota, pois o goleiro Velloso, então titular, se machucou e deu lugar a Marcos. Perdeu dois deles, contra o Olímpia fora de casa, por 4x2, e na partida de volta contra o Corinthians, novamente no Morumbi, por 2x1.

A classificação veio, ficou na segunda posição com dez pontos, logo atrás do rival alvinegro. Pela frente, nas oitavas, não poderia ter pior adversário: ia encarar o atual campeão da competição, o Vasco de Luisão, Juninho Pernambucano e Felipe.

Certamente seria a prova de fogo para o elenco de Felipão mostrar toda sua qualidade. Realmente, o primeiro jogo foi complicado. Jogando no Palestra os times ficaram no empate, 1x1, gol de Oséias, para o Palmeiras, e Guilherme, para o Vasco. Na volta a vantagem era dos cariocas, tanto por jogarem em casa quanto por marcarem gol fora. E soube aproveitar bem, pelo menos no começo do jogo. Luizão abriu o placar, deixando o Vasco bonito na foto.  Em jogada ensaiada Junior cruzou e Paulo Nunes empatou. 


Até ai tudo bem. Eis que Alex e Paulo Nunes fazem tabelinha incrível, atordoando a defesa vascaína e passando a frente no placar com o gol do 10 palmeirense. 2x1 verdão. Ramon soube aproveitar escanteio pros cariocas, jogou bola fechada que bateu em Galeano e foi parar nas redes. Tudo igual novamente.

E quem soube usar a seu favor a vantagem do Vasco foi o Palmeiras, que foi pra cima dos donos da casa na segunda etapa sem pensar duas vezes. O furacão verde conseguiu passar a frente, novamente com Alex. Em cobrança de falta, sempre ele, Arce deu números finais ao jogo, 4x2 Palmeiras que avança para as quartas.

E encontra quem no caminho? Mais uma vez o rival Corinthians, em jogo que marcou uma geração de torcedores. Duas partidas no Morumbi. A primeira vencida pelo Palmeiras, por 2x0 com gols de Paulo Nunes e Rogério. Na volta a vantagem foi apagada. O Corinthians conseguiu se superar e vencer pelo mesmo placar, gols marcados por Edinho e Ricardinho. Uma vitória para cada lado por 2x0 e a disputa de pênaltis inevitável.


Marcos de um lado e Dida de outro, os goleiros eram classificados como os protagonistas antes das batidas. Os jogadores alviverdes aproveitaram todas as cobranças e marcaram, restava Oséias para definir. Pelo Corinthians Dinei jogou a segunda cobrança no travessão e Vampeta parou nas mãos do prodígio a santo, Marcos. Estava nos pés do centroavante verde a classificação e, como de costume, Oséias não decepcionou e deu ainda mais confiança para o time e a torcida palestrina.

Como em toda Libertadores não poderia faltar um rival tradicional da argentina, desta vez o River encararia um time brasileiro. Se as outras partidas fora de casa tinham sido complicadas a diante dos argentinos foi a pior. Derrota por 1x0 e pressão para reverter o resultado no Palestra Itália. Pressão sobre o Palmeiras? Pelo contrário, pressionado estava o River Plate pelo caldeirão verde formado pela torcida.  

E o apoio fez total diferença. Os verdes foram buscar o placar necessário e encontraram outro, muito melhor que o que precisavam, conseguiram vencer por 3x0 e a apreensão do pré-jogo deu lugar a alegria e esperança da conquista do sonhado título Sul-Americano.


O Deportivo Cali passou pelo Cerro Porteño e se tornou o adversário dos brasileiros. Primeiro jogo lá na Colômbia, expectativa de outra partida dura, uma batalha no estádio Olímpico de Cali, contra o time local e 37 mil torcedores. Não deu. A derrota foi inevitável, 1x0 foi o placar favorável conquistado pelo clube verde da Colômbia.

Mas não vamos esquecer, garra e superação são as palavras que melhor definem este Palmeiras de 99. Jogo em casa, Palestra lotado, 32 mil torcedores alimentavam a sede de títulos dos jogadores. Honrar a camisa era o mínimo que eles poderiam fazer, mas foram além: conseguiram conquistar a vitória por 2x1, gols de Oséias e Evair, levando mais uma vez o time para a disputa de pênaltis, que desta vez decidiria o melhor da América naquele ano.

A tensão fluía em todos ali presentes. Marcos já tinha ganhado a fama de pegador penalidades na disputa com o Corinthians e era expectativa de barrar as cobranças do Cali. O Palmeiras começava batendo e Zinho foi para a marca. O meia tomou grande distância, correu pra bola e colocou muita força, acertou o travessão e a bola foi para fora. O goleiro Dudamel cobrou e marcou. Ainda mais tensão no Palestra.


O zagueiro Junior Baiano era o próximo da lista e tinha grande pressão em suas costas. Caminhou na cobrança e bateu sério, no meio do gol, soltando o time Palmeirense e aliviando o sofrimento do torcedor. Na segunda cobrança do Cali Gavíria fez igual a Junior, bateu no meio, quase jogando em Marcos, que ainda encostou na bola, porém, ela entrou. Outro zagueiro verde foi escolhido, Roque Júnior desceu o canudo rasteiro no canto direito do gol. 

Yepes, atual zagueiro do Milan, imitou Roque Júnior e repetiu o gol, no canto esquerdo do goleiro palmeirense, agora para os colombianos. O lateral Rogério foi o quarto cobrador e não decepcionou, marcou o gol mais bonito da disputa, jogando no canto alto direito de Dudamel. Tudo se encaminhava para a vitória dos visitantes, em plena casa lotada do antigo Palestra Itália.

Encaminhava, pois uma trave resolveu entrar para a história e garantir o título ao time de origem italiana. Bedoya, meio campista, correu para a bola e... errou! O colombiano enfiou um tiro forte que encontrou de frente a trave, passando na frente do gol e saindo. Euller viu que poderia passar a frente no placar e não pensou duas vezes, jogou rasteiro no canto do goleiro.

A pressão agora tinha mudado de lado. Ou Zapata empatava ou o alviverde se tornaria campeão da Libertadores. O jogador do Cali tomou distância grande, estava antes da linha da grande área para cobrar. Correu, bateu... o silêncio reinou por um segundo que parecia inacabável no Palestra Itália, até todos terem certeza que o jogador errou a cobrança e jogou a bola para fora. Marcos saiu correndo em direção à torcida para comemorar junto a quem acompanhou e mais apoiou o time: os fanáticos torcedores palmeirenses.


A glória veio com grande esforço. Apesar de ter uma grande equipe o Palmeiras sofreu, suou e se superou para enfim se tornar campeão da América. Essa foi a terceira final do time paulista, que foi vice nos anos de 1961 e 1968, perdendo para o Peñarol e Estudiantes, respectivamente. Depois da conquista a equipe foi decidir o mundial interclubes com o Manchester United, mas perdeu a decisão por 1x0.

Neste mês de junho, mais especificamente no dia 16, comemora-se o aniversário da conquista do maior título do clube alviverde. Este texto relembra a trajetória e faz uma homenagem aos protagonistas deste marco histórico para o clube do Palestra Itália, resgatando uma época vitoriosa e, quem sabe, inspirando este time atual e a torcida para a busca de novos títulos importantes para a Sociedade Esportiva Palmeiras.



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Luan - De desprezado à peça fundamental

Mais um jogo em casa para o Palmeiras, que sem dúvidas escolheu o Canindé para sediar a partida, pois não perdeu jogando lá e sequer tomou um gol. Pela frente o Avaí, de mal a pior no brasileiro, na estreia do novo técnico Galo.


E começou com o pé esquerdo. Parecia um jogo treino do time verde contra os juvenis do Avaí, não dando chance alguma para o azar e querendo a vitória de qualquer jeito. De qualquer jeito foi o gol de Lincoln, depois de escanteio de Assunção. A bola passou a área toda e encontrou o meia ou o zagueiro do Avaí, ficou a dúvida, que empurrou de barriga, peito ou algo parecido. O importante é que conseguiu desviar a bola e ela entrou. 1x0.

Cicinho foi o nome do segundo gol alviverde. A bola estava com o defensor azul, mas o lateral pressionou e roubou a bola, foi em direção à área e não cruzou, passou a bola com precisão para Luan chegar e empurrar no contrapé do goleiro. Segundo do Palmeiras e festa no chiqueiro!

Aí a porteira abriu. Em lance individual o ponta/atacante Luan passou por um zagueiro, correu e entrou na área. Gentil e tático tentou dar assistência para Lincoln na pequena área, mas o zagueiro chegou no carrinho e desviou a bola contra o próprio gol. Nenhum problema para Luan, que marcou sem querer seu segundo gol e, finalmente, se consagrou com a torcida palestrina.


Kleber, homem referencia do time de Felipão e o nome desta equipe. Alguém duvida que ele vai encerrar a carreira no Palmeiras? O Flamengo tem um pouco e tenta leva-lo para o Rio. Enquanto essas polêmicas ainda criavam pernas o atacante estava em campo e fazendo o que melhor sabe: gols. Outra roubada de bola dos atacantes palmeirenses, a bola chega a Kleber que deixa ela se afastar um pouco e manda um chute maravilhoso por cobertura, anotando o quarto e mais bonito gol da partida.

O Avaí ficou em Santa Catarina ou na Copa do Brasil, só pode, porque aquele time que venceu e eliminou o São Paulo se perdeu seriamente. Voltaram para o complemento do jogo do mesmo jeito: verdão atacando e os azuis tentando se defender, e não conseguindo.

A pressão seguiu igual, com grandes problemas para a defesa avaiana. Cicinho teve a grande chance. Driblou a defesa inteira do Avaí, mas na hora de concluir mandou no zagueiro e a bola foi em cima do goleiro, que fez boa defesa em dois tempos. Outro jogador que perdeu gol foi Wellington Paulista, conseguindo vesgar a bola depois de cruzamento de Luan, não se decidindo em chutar a bola ou dar um peixinho e escolheu deixar passar pelo meio de suas pernas. Mas está valendo, estava 4x0 fora o baile.

Isso até Lincoln receber na área e ser puxado pelo defensor. Aí começou o coro: todos pediam para São Marcos bater a penalidade, inclusive seus companheiros. Assunção foi até o goleiro para leva-lo, Kleber e Lincoln estavam na marca do penal e o chamaram. O goleiro saiu do gol, todos pensaram que ele ia bater, a torcida até comemorou, porém ele foi apenas avisar o Assunção que não iria. Depois dessa indecisão Kleber foi pra cobrança e embrulhou o pacote. 5x0 Palmeiras.


Verdão segue invicto no brasileiro, não é 100% igual o rival do Morumbi, porém vem fazendo ótimo começo de campeonato nacional. A meta de Felipão foi alcançada, onze pontos em cinco jogos, agora falta o técnico fazer novas contas e escolher a nova meta a ser alcançada ou quem sabe batida.

Fotos: Tom Dib