segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Corinthians divulga jogadores inscritos na Libertadores

O assunto mais comentado nesta semana no Corinthians sem dúvidas foi a lista dos 25 jogadores que integrarão o elenco da equipe na Libertadores da América. Na discussão, a principal pergunta era se o “ex-Imperador” Adriano ainda estaria dentro dos planos do clube e se seria inscrito para a competição. Acabando com quaisquer dúvida, o técnico Tite anunciou os convocados, contando com a presença do camisa 10 do alvinegro.

Mesmo muito questionado, Adriano
jogará a Libertadores pelo Timão

Dentre os escolhidos estão o recém-recontratado Douglas, o atacante Gilsinho, Elton e Cássio, todos reforços do time nesta temporada. O setor com maior número de jogadores é o ataque, que conta com sete atletas, sendo três centroavantes (Liédson, Elton e Adriano) e quatro atacantes leves (Emerson, Willian, Jorge Henrique e Gilsinho). Mesmo lesionado, o zagueiro Paulo André figura entre os jogadores, tendo expectativa de retorno por volta de um mês.

Confira os convocados e o número que vestirão na Libertadores:

Goleiros: 1 - Júlio César, 22 - Danilo Fernandes e 24 - Cássio
Laterais: 2 - Alessandro, 6 - Fábio Santos, 16 - Ramon e 18 - Wélder.
Zagueiros: 3 - Chicão, 4 - Leandro Castán, 13 - Paulo André e 25 - Wallace
Volantes: 5 - Ralf, 8 - Paulinho e 21 - Edenílson
Meio-campistas: 12 - Alex, 14 - Ramírez, 15 - Douglas e 20 - Danilo
Atacantes: 7 - Willian, 9 - Liédson, 10 - Adriano, 11 - Emerson, 17 - Gilsinho,
19 - Elton e 23 - Jorge Henrique

Foto: Ari Ferreira

Zâmbia conquista título inédito da Copa Africana de Nações

Neste domingo as duas seleções com melhores campanhas se enfrentaram em Libreville, capital do Gabão, para decidir qual conquistaria a taça da competição. A Costa do Marfim foi, desde o início, dita como integrante certa da final. Por outro lado, Zâmbia fez questão de participar deste jogo como completo azarão, depois de eliminar Gana na semifinal, outra favorita. Na partida, Drogba teve tudo para definir a favor dos marfinenses, mas não conseguiu. Nas penalidades, muito equilibradas por sinal, a zebra apareceu em solo africano e viu Zâmbia consagrar-se campeã da África pela primeira vez na história.


O jogo do tempo normal foi de total equilíbrio. Com time bem armado taticamente, Zâmbia conseguia barrar as ofensivas dos atacantes Gervinho e Drogba, ambos de times ingleses, da Costa do Marfim. Mas, da mesma forma agiam os defensores marfinenses, deixando a partida sem grandes chances. Um lance de Toure, dentro da grande área, quando chutou para fora, foi o mais incisivo da etapa inicial.

Voltando para o segundo tempo, os times mantiveram as formações de início, pois conseguiam render, apenas pecavam na criação de perigo certo para o adversário. Porém, desta vez Gervinho conseguiu o que queria, uma oportunidade claríssima. Ao ser derrubado na área, o árbitro assinalou a penalidade e Drogba, famoso por perder pênalti na ultima decisão de Copa Africana, contra o Egito, foi para a cobrança. Apesar da experiência, o atacante do Chelsea novamente jogou a redonda para longe do gol.

Como o placar não foi alterado, a prorrogação era o modo de definir o campeão. Mais 30 minutos de jogo, em dois tempos de 15 minutos. Os times se igualavam em campo assim como antes, nos primeiros 90 minutos. Como de costume na maioria das vezes que existem as prorrogações, os pênaltis foram necessários.


Seis penalidades, por incrível que pareça, para cada lado foram convertidas e duas desperdiçadas, uma de cada. O goleiro de Zâmbia, Mweene, até defendeu um, mas foi invalidado por ter saído antes de sua posição. Na 9ª cobrança marfinense, Gervinho, que classificou a equipe para a final, bateu acima do ângulo direito do gol, errando a cobrança. Na bola, Sunzu tinha a pressão de levar Zâmbia à conquista do título inédito. O jogador não titubeou, acertou as redes e saiu para comemorar com a torcida e seus companheiros.

Após perder duas vezes a final da Copa Africana, para o Zaire em 1974 e Nigéria, em 94, o time é campeão da competição mais importante do continente.  Passando pelas duas grandes seleções favoritas, Gana na semifinal e Costa do Marfim na finalissíma, os jogadores cravam seu nome na história do país e a equipe na lista de campeãs.

Fotos: AP

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Seleção Brasileira ou do capital?

Hoje estava analisando o calendário de amistosos da Seleção Brasileira e segundo ele, até o próximo dia 9 de junho, serão, por enquanto, cinco amistosos oficiais visando preparar o time para as Olimpíadas, disputadas em Londres em julho. Mas um dado me chamou a atenção. Destas partidas, nenhuma acontecerá em solo brasileiro. É, exatamente, a Seleção Brasileira não jogará no Brasil por, pelo menos, sete meses, contando o período dos Jogos Olímpicos.

A tabela mostra que a maioria destas partidas acontecerá nos Estados Unidos, um dos nossos adversários, assim como os encontros contra México e Argentina. Os demais jogos, contra Bósnia (28/02) e Dinamarca (26/05), os dois primeiros deste ano, serão organizados na Europa, sendo na Suíça e Alemanha, respectivamente. É inevitável vir outro questionamento à mente: como uma seleção nacional não se apresenta em solo natal?


É incrível ver como a atual administração do futebol nacional vem distorcendo a relação dos torcedores com sua equipe, quer dizer, o que era sua equipe. Pelo que vemos, o principal objetivo da digníssima CBF é fazer a marca “Seleção Canarinho” render o quando puder, mesmo precisando passar por cima de projetos primordiais, como, por exemplo, o desenvolvimento de um time para disputar a Copa de 2014.

O tema se tornou mais ativo ultimamente. Discutir a “nacionalidade” do time saiu do campo dos profissionais da área e chegou às conversas dos fanáticos pelo time amarelo. Difícil deixar mais claro esta indiferença em relação ao público que aprendeu, com o primeiro título mundial conquistado em 58, a amar o que todos classificam de melhor futebol do mundo.

Pelo que podemos ver, até ao menos o fim da Copa de 2014, que renderá frutos incertos, tanto ao time quanto ao país, este atual quadro não mudará. Ricardo Teixeira e seus submissos de renome (Ronaldo e Andrés) demonstram não estar nem um pouco preocupados com a visão que a população tem do time. Enquanto os protestos e indignações não afetarem os objetivos de Teixeira, como o cargo de Mano Menezes, as movimentações seguirão as mesmas no time, na CBF e, principalmente, na organização da nossa (ou deles?) Copa do Mundo.

Foto: AFP

Neymar faz três e Santos vira sobre o Botafogo

Depois de perder o clássico contra o Palmeiras nos minutos finais, o Santos queria readquirir confiança contra o Botafogo, em Ribeirão Preto. Fora dos oito classificados para a fase de mata-mata, a vitória era o trampolim para a equipe da Vila começar sua escalada na tabela do campeonato paulista. Contando com o brilhantismo de Neymar, o Santos conseguiu virar o jogo e aplicou goleada de 4x1 no segundo tempo, sendo três gols do camisa onze.


Como de costume no Paulistão, o time grande chegou na casa do adversário e foi logo mandando na partida. Porém, o Santos não demonstrava grande vontade em jogar, chegando ao ataque nas bolas paradas sem criar grandes problemas para o goleiro Márcio. O lance mais agudo foi de Elano, ao driblar o defensor na grande área e enfiar o canudo por cima do gol.

A resposta do botinha veio perto dos minutos finais, aos 36. Alex Barros recebeu em profundidade pela esquerda e mandou do jeito que dava para a grande área. Na marca da penalidade, Camilo estava marcado por dois defensores e mandou chute de primeira, de três dedos, no ângulo direito do gol de Rafael. Lindo gol do Bota, punindo a pouca vontade dos santistas.

Pelo visto a bronca de Muricy Ramalho, que não deve ter sido pequena, acordou os jogadores do alvinegro praiano. Logo no começo, Ganso lançou Fucile, estreante que entrou no intervalo, na grande área para fuzilar o goleiro Juninho, substituto de Marcio, que mandou a bola para escanteio. E tinha mais Ganso, agora para ligar a estrela de Neymar. Em cobrança de falta, assim como contra o Palmeiras, Ganso levantou na área e o onze testou para o fundo das redes. Tudo igual em Ribeirão, 1x1.


Neymar viu que precisava acordar para conseguir a vitória. No lance seguinte ao gol, aos 32 minutos, sofreu penalidade, e na cobrança jogou no canto rasteiro direito para virar a partida. Ainda faltava dez minutos para o fim. Ainda dava para empatar? Com Neymar em campo, não! Aos 47 a pintura. Felipe Anderson achou o onze na área, que contou com um drible no zagueiro e um leve toque por cima do goleiro para garantir a vitória. Retribuindo o presente, fez bela jogada pela esquerda e tocou para Felipe Anderson, livre, concretizar a goleada.

A goleada conquistada depois dos 30 minutos da etapa final deu animo ao time, que inicia a luta pela conquista da Libertadores nesta semana. Ainda falando de paulista, o alvinegro conseguiu chegar na lista dos classificados, exatamente na 8ª posição com 9 pontos. Na rodada seguinte, seu adversário é o Linense, enquanto o Botafogo vai ao Canindé visitar a Lusa.

Fotos: Célio Messias