sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Triunfo e Vexame da semana

Triunfo!

A final da Supercopa da Espanha foi espetacular. Dois grandes jogos, com Messi se destacando em ambos e fazendo o Barça ser superior que o Real. Mesmo jogando mal o time catalão empatou o primeiro jogo e, se quando jogou mal empatou, jogando bem venceu, com um gol aos 42 da etapa final. Apesar da mínima superioridade, o Barcelona mostrou o quão forte vem nesta temporada para brigar por mais cinco títulos. Assista aos gols da partida decisiva:



Vexame!

Por pouco o Flamengo não terminou o primeiro turno do brasileirão invicto, um feito que seria memorável. Porém, um time malandro, digno do apelido “moleque travesso” que tem o Juventus aqui em São Paulo, apareceu no meio do caminho. 
O Atlético-GO também pode ser chamado de Robin Hood, pois arranca pontos dos times grandes e dá de graça para os menores. Ontem, fez excelente partida, aplicando uma goleada sobre o último dos invictos deste nacional. Veja como foram os gols da queda do rubro-negro carioca:


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dorival estreia vencendo no Inter

Após demitir Falcão e permanecer com Osmar Loss como interino, o Internacional finalmente jogou de técnico novo. Dorival Junior estreou pelo time colorado contra o Botafogo, no Beira-Rio e contou com Damião para assegurar o resultado positivo.

O time carioca vinha de uma sequencia de vitórias, contra América – MG e Vasco, e queria seguir correndo pelas pontas o grupo do G-4, querendo beliscar uma vaga na libertadores. Enquanto que o Inter precisava voltar a vencer, pois havia estacionado no meio da tabela e apenas empatou com o Bahia na última rodada.


Sem muito brilho nesta noite, as equipes tiveram problemas para conseguir criar jogadas ofensivas, principalmente o Botafogo. Como bom visitante, se preocupou em assegurar um ponto e não tomar gols, criando quando o Inter desse bobeira. O colorado tentava partir com Zé Mario pelo lado direito e acionando D’Alessandro criar chances reais. Sem Oscar no Sub-20, o substituto foi o jovem jogador da base.

Maicossuel era o nome da ofensiva alvinegra, procurando Herrera para arriscar alguma conclusão. Sem efetividade, o time apenas dava trabalho para o goleiro Muriel bater tiros de meta. Apenas uma jogada encontrou o gol, mas Antônio Carlos estava impedido e o lance foi corretamente paralisado. Já o Inter incomodava com Damião, que deu bom passe para Jô acertar o caminho do gol, porém, Jefferson estava no meio e fez boa defesa.

No intervalo os cariocas deixaram um volante no vestiário e voltaram com um lateral, procurando agredir mais a defesa dos donos da casa. Não de muito certo, e pior, o Inter que encontrou seu gol. Aos 12 da etapa complementar Zé Mário foi ao fundo da ala esquerda, cortou o zagueiro e cruzou para a pequena área, onde Jô resvalou e Damião complementou para as redes. 1x0 no placar e calma nos bastidores do time vermelho.


A vitória fez o Inter chegar à 7ª colocação do campeonato nacional, tendo conquistado 26 pontos. Dorival inicia bem o seu trabalho pelo Sul e agora pode dar seu toque ao time. O Botafogo paralisou na quinta posição e pode ser passado pelo Palmeiras, que joga hoje contra o Bahia.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 1 X 0 BOTAFOGO
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 17 de agosto de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Renda: R$ 146.725,00
Público: 13.014
Árbitro: Paulo Henrique de Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Kleber Lúcio Gil e Marco Antônio Martins (ambos de SC)
Cartões amarelos: Elton, Nei e Rodrigo Moledo (Inter); Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)
GOL: INTERNACIONAL: Leandro Damião, aos 12 minutos do segundo tempo;
INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Moledo e Zé Mário; Guiñazu, Elton, Andrezinho (Tinga) e D'Alessandro (João Paulo); Jô (Delatorre) e Leandro Damião
Técnico: Dorival Junior
BOTAFOGO: Jéfferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel (Cidinho) e Felipe Menezes (Tiago Gallardo); Herrera e Alex
Técnico: Caio Junior

Fotos: Ricardo Rímolo / Lucas Uebel

Convocação da Seleção

Em mais uma convocação da seleção brasileira, desta vez para o amistoso contra Gana, dia 5 do próximo mês, em Londres. Alguns nomes que eram incontestáveis pelo treinador ficaram de fora, como o Lateral André Santos e o goleiro Victor, enquanto que algumas novidades surgiram na lista, exemplo Ronaldinho Gaúcho e Hulk. Veja a lista dos 23 convocados:

Goleiros

Julio César (Inter de Milão) – Esse sim é um dos nomes chaves da equipe de Mano, apesar das falhas contra equador, o goleiro vem atuando bem nos amistosos. Porém, falta maior estabilidade do arqueiro em grandes jogos.

Fabio (Cruzeiro) – Há algum tempo eu pedi uma chance para o camisa um do time azul como titular deste time e espero que o treinador a dê agora, em um amistoso com grau de dificuldade não muito grande.

Jefferson (Botafogo) – Não vem atuando bem, mas já foi convocado outras vezes e por isso deve ter sido mantido na lista. Outros goleiros vêm melhor e mereciam chance, como Muriel (Inter) e Renan Rocha (Atlético-PR), afinal, seleção é momento aliado a testes.

Zagueiros

Thiago Silva (Milan) – Grande defensor e não sentiu vestir a camisa da seleção. Nome garantido em 2014 (caso não se lesione ou algo do tipo).

Lúcio (Inter de Milão) – É a experiência nesta seleção que esta se renovando. Pode não estar na próxima copa, entretanto, ajudará a fortalecer a marcação os jovens defensores.

David Luiz (Chelsea) – Promissor, o zagueiro ainda precisa se fixar como titular e tem tudo pra isso, principalmente com a provável saída de Lúcio até o mundial.

Dedé (Vasco) – Esta é a segunda convocação do jogador vascaíno, e em sequencia. Não jogou, porém é habilidoso e já foi sondado por clubes europeus para deixar o país. Um bom nome para renovar a zaga.

Laterais

Daniel Alves (Barcelona) – Bom apoiador ofensivo e ainda contribui na marcação. Estas sãos as características para os laterais no esquema de Mano e Daniel se encaixa perfeitamente nele, porém, não vem aproveitando as chances como titular na equipe.

Marcelo (Real Madrid) – Até que enfim André Santos não foi lembrado, não? Se eu pedia Fabio há algum tempo nesta seleção, Marcelo havia sendo ordenado há anos, mas sem sucesso. Finalmente o lateral madrileno foi chamado e terá outra chance de assumir a titularidade da lateral esquerda.

Danilo (Santos) – Vem jogando bem pela sub-20, pode render no futuro pela equipe principal.

Adriano (Barcelona) – Para mim, uma incógnita, pois não acompanho seu futebol.



Volantes

Lucas Leiva (Liverpool) – Neste time renderia melhor como segundo volante, ajudando no ataque e também tendo a função de defender. Mas o treinador o coloca como marcador, algo que não é tanto a sua praia. Ou melhor, não tem todo seu potencial aproveitado.

Ralf (Corinthians) – Esse sim é o cão de briga do time. Apesar de ter jogado mal contra a Alemanha, tendo problemas em segurar os bons jogadores ofensivos da outra seleção, Ralf ainda deve ser testado, pois pode ser essencial na marcação.

Luiz Gustavo (Bayern de Munique) – Este jogador se encaixa na mesma afirmação de Lucas Leiva, atua bem como primeiro ou segundo volante, mas tem seu potencial melhor aproveitado quando não fica tão preso na defesa.

Elias (Atlético de Madrid) – Não venho acompanhando suas partidas pelo time espanhol, mas seu nome sempre está nas listas de Mano e o ex-corintiano quase nunca entra em campo. Qual o problema para Elias ser sempre lembrado e nunca atuar?


Meias

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) – Indiscutivelmente o meia volta à seleção após nove meses. Sua atual fase no Rio é invejável, pois vem mandando e desmandando com a camisa rubro-negra, contribuindo muito para o Flamengo estar na luta pelo título.  Na seleção, o jogador ajudará tanto com experiência quanto com técnica e poder ofensivo.

Ganso (Santos) – Para mim, o meia deveria ter ficado fora desta convocação. Seu futebol é excepcional, isso eu não discuto. Entretanto, depois das lesões não vem conseguindo apresentar bom desempenho e talvez ficar fora de uma convocação poderia fazer bem ao jogador santista.

Lucas (São Paulo) – Entrou quase sempre no final dos jogos da seleção, sem ter como apresentar todo o seu rendimento no clube paulista, por exemplo. Tem um grande futuro na seleção, mas precisa de chances como titular, assim como foi dada ao próximo da lista.

Fernandinho (Shaktar Donetsk) – Em sua primeira convocação foi logo colocado como titular, proeza invejável por todo jogador brasileiro. Apesar disso, foi incumbido de marcar muito no primeiro tempo contra a Alemanha, tendo pouco o que mostrar para o torcedor. Outra chance não custa nada ao jogador que fez bem o que foi mandado.


Atacantes

Pato (Milan) – Talvez o centro avante da Copa no Brasil, mas não vem conseguido manter o desempenho que teve nas primeiras partidas com Mano no comando técnico. Tem pecado nas finalizações, mas é apenas um momento. Ser colocado como reserva pode incentivá-lo a melhorar e readquirir o seu posto.

Robinho (Milan) – Sua função na equipe pode ir de ponta a meia, dependendo da situação. Por conta disso o técnico deposita tanta confiança no jogador. Neste jogo, eu daria chance para a entrada do novo nome do ataque, que vem agora.

Hulk (Porto) – Em grande fase no time português, sendo campeão do campeonato nacional e da Liga Europa. Demorou a ser lembrado por Mano e agora pode se firmar nas convocações.

Leandro Damião (Internacional) – Esse é o maior adversário de Pato na vaga de referência do time. No Inter o atacante vem fazendo muitos gols e tendo recebido boas propostas para deixar o time brasileiro. É um dos nomes desta geração renovada e precisa ter chances, assim como alguns outros que, mais uma vez, não foram lembrados por Mano.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Título por um detalhe, de 1 metro e 69

Em menos de cinco dias Barcelona e Real Madrid mais uma vez se encararam por um título. Se no ano passado a Copa do Rei, disputada em um jogo, teve tantas emoções, este, disputado em dois jogos manteve o nível técnico e espetacular. O principal duelo também seguiu vivo. Messi e Cristiano Ronaldo tentavam se destacar e levar mais um caneco para sua respectiva equipe.

No primeiro jogo Messi foi discreto, não teve uma boa (ou sequer regular) apresentação, enquanto que Cristiano Ronaldo dificultou para a defesa catalã. Entretanto, o jogador do Real não foi efetivo no ataque mesmo jogando bem. Já Messi jogando apagado conseguiu dar a assistência para o gol de empate e fazer o gol da virada. Xabi Alonso ainda aproveitou erro defensivo para deixar tudo igual, finalizando a partida em 2x2.


Agora, no jogo final e que definiria o campeão a genialidade esteve mais presente que no anterior. Se o Barça não foi genial e teve dificuldades em impor seu tão conhecido e temido passes mortais, complicado pela marcação sob pressão do time madrileno, nesta quarta o equilíbrio dos jogos da temporada passada esteve mais uma vez presente.

O Real Madrid seguiu com a mesma estratégia, marcando o toque de bola do adversário desde o primeiro jogador da zaga, correndo atrás até mesmo do goleiro Valdés. Porém, o time azul grená conseguiu se adaptar rapidamente a este estilo e igualou o nível do desempenho da partida. Se ver o Barcelona jogar mal um jogo já é raro, imagine dois? Por isso mesmo que isto não aconteceu e o jogo foi espetacular.

Diferente do jogo no Santiago Bernabeu, a equipe branca saiu perdendo. Messi, mais uma vez, foi decisivo. Com o Real apertando, e criando as primeiras chances parecia que o gol dos visitantes estava mais maduro que os anfitriões, porém, quem pensou assim se enganou. O Real, além de marcar sob pressão utilizou a tática da linha burra defensiva, tentando colocar os velozes atacantes do Barça em impedimento.

Além do duelo dos craques em campo, Guardiola e
Mourinho travaram batalha fora dele

Em alguns lances a estratégia madrilena deu certo. Entretanto, um time com a habilidade e a técnica do catalão conseguiria quebrar esta defesa uma vez que fosse. E dessa forma que o zero saiu do placar. Messi recebeu no meio campo e lançou Iniesta livre, enquanto a zaga do Madrid ficou vendo o meia sair em velocidade, além de pedir impedimento. Em posição legal, o camisa seis disparou, esperou a saída de Casillas e jogou por cima do goleiro da seleção espanhola.

Sem pestanejar e sentir o gol, da mesma maneira que aconteceu no jogo de ida, o Real seguiu no campo de ataque e, após um escanteio, anotou o empate. Bola levantada na área e encontrou Xabi Alonso na meia lua e chutou, no meio do caminho Sergio Ramos resvalou e Cristiano Ronaldo garantiu o gol de igualdade na partida. 1x1 e um belo jogo na etapa inicial.

Ainda havia tempo para o melhor do mundo (ele, claro) dar outra vez as caras no superclássico. Partida empatada e totalmente aberta, com os atacantes levando, não sempre, mas no conjunto, a melhor sobre os defensores. Em outro escanteio do jogo, desta vez para o Barça, a redonda encontrou Messi, que mandou para Xavi devolver ao argentino já cara a cara com Casillas. Repetindo o primeiro gol, o melhor do mundo apenas deu um toque para encobrir o goleiro e por o time azul grená à frente no placar. Fim de papo na primeira etapa.


Na volta para a parte decisiva, Mourinho promoveu a entrada de Marcelo no lugar de Khedira, avançando o lateral para apoiar o ataque pela esquerda. Demorou para o jogo engrenar, pois o equilíbrio seguia, junto com algumas entradas duras e desnecessárias, principalmente as do zagueiro Pepe, do Real.

Mais adiante Guardiola também mexeu no esquema de jogo de sua equipe. Ao tirar o atacante Villa, o treinador colocou o lateral Adriano, reforçando a defesa que começava a dar novas brechas ao visitante. Ainda na frente no marcador, o Barça tentou seguir administrando o resultado, porém, foi surpreendido aos 38 minutos. Cobrança de escanteio de Kaká (que entrou no lugar de Özil), a defesa cortou mal e a pelota subiu, Pepe tocou para Benzema, que dominou e empatou o jogo, mais uma vez.

O empate em 2x2 era idêntico ao do primeiro jogo, sendo assim, a solução de encontrar o campeão vinha com a prorrogação e, se necessário, pênaltis. Mas havia um gênio em campo e, mesmo com o time retrancado, conseguiu definir o jogo nos noventa minutos. O Real estava no ataque, mas perdeu o domínio e deu contra ataque ao Barça. Adriano partiu com ela, chegou na ponta esquerda, esperou e mandou para a chegada de Messi, que empurrou rumo as redes e para mais mais um título da equipe catalã.

"Dono do Jogo"
Apenas Messi, nada menos que isso

Outro caneco no bolso e todo os méritos vão para o melhor jogador do mundo desta e da próxima temporada, Messi. Vale ressaltar, para quem não notou, que o craque participou de todos os cinco gols do Barça nesta final, dando duas assistências e anotando três gols. A primeira impressão da partida inicial era que o time campeão europeu não era invencível. Entretanto, Messi acabou com essa teoria, mostrando que mesmo com a equipe jogando mal ele resolve a parada sozinho, sem problema algum.


Fotos: AP / AFP / EFE